RESENDE - Trezentos e cinqüenta apicultores, pesquisadores, acadêmicos, extensionistas rurais e autoridades fluminenses participarão sábado do IV Fórum de Desenvolvimento da Apicultura no Estado do Rio de Janeiro. O encontro acontece a partir das 8 horas, na Estoril Eventos e será realizado pela Federação de Apicultura do Estado do Rio de Janeiro (Faerj) com o apoio da Secretaria de Desenvolvimento Rural.
O secretário responsável pela pasta, Edino Camoleze, lembra que a reunião acontece num momento bastante importante, em que o setor apícola resendense está se estruturando, com o apoio governamental à criação de uma Associação que reúna os 36 produtores, dos 44 apiários existentes.
Durante o evento serão apresentados os resultados obtidos pelo Censo e Diagnóstico da Apicultura no Estado, que fez um levantamento do setor apícola fluminense, além das novas propostas da Câmara Setorial da Apicultura. “A atividade apícola se constitui em oportunidade de desenvolvimento sustentado para famílias rurais e para qualificação de seus produtores. O mel fluminense tem como característica especial o fato de ser livre de contaminação química, porque é proveniente de áreas de capoeiras, em matas nativas, resultando num mel orgânico, que também possui um mercado crescente, que são os produtos biológicos”, avalia o secretário.
No 4º Fórum de Desenvolvimento da Apicultura do Estado do Rio de Janeiro técnicos da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Ministério da Agricultura, Embrapa e Emater, entre outros órgãos, discutirão questões como o geo-referenciamento aplicado na apicultura, a sanidade apícola, função das câmaras setoriais e temáticas, censo e diagnóstico da apicultura no Estado – com diagnóstico e análise quantitativa - e formação de um programa apícola para o Rio de Janeiro. “Os registros sobre as primeiras abelhas melíferas Apis na região Sudeste datam de 1839. Dados da FAERJ mostram que o Estado do Rio tem oito associações de apicultores e duas cooperativas, que totalizam cerca de 400 associados”, disse Camoleze, ressaltando que a Federação considera ainda que existam mais de 654 produtores não registrados. “A produção de mel no Estado ainda é módica, são cerca de 372 mil quilos de mel, destacando as regiões Serrana, Centro Sul e Sul como as maiores produtoras do Estado. |