De volta à rotina escolar. Crianças vão felizes para o primeiro dia de aula |
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BARRA MANSA - As escolas onde funcionam as séries finais (6º ao 9º ano) já reiniciam as aulas, segunda-feira será a vez dos alunos dos anos iniciais (1º ao 5º) retornarem para a escola. Para que tudo ocorra tranqüilamente e o trânsito não tenha retenções a Guarda Municipal retorna suas atividades de rondas escolares. O movimento pela cidade já é bem superior ao de semana passada, quando as crianças ainda estavam de férias.
Para ajudar a melhorar o trânsito, o comandante da Guarda Municipal, Jefferson Mamede, diz que haverá um esquema especial em pontos estratégicos para evitar retenções no trânsito. “Teremos cerca de 45 guardas para ajudar na orientação do trânsito, além de auxiliar os pedestres a atravessarem nos locais corretos”, explica Mamede, informando que o município tem uma frota de 42 mil carros, aproximadamente, e com a volta as aulas, muitos deles passam a transitar várias vezes pela cidade ao dia.
Já as escolas terão seis viaturas, seis motos e três bicicletas fazendo a ronda diária. “Todos os dias todas as escolas terão a ronda em horários variados. Essa rotina é por questão de segurança dos alunos”, acrescenta o comandante.
VANS
Muitos pais optam pelo transporte de vans para levar seus filhos a escola, para garantir a tranqüilidade no transporte os responsáveis devem estar atentos a alguns detalhes do veículo, como as condições físicas do mesmo e a carteira de habilitação do motorista.
Em Barra Mansa todos os veículos de transporte escolar são vistoriados e recebem o termo de permissão para transporte. De acordo com a chefe de divisão de fiscalização de Transporte, Selma Rema, os pais podem e devem ajudar na fiscalização. “É muito importante na hora de contratar a empresa de transporte que os pais entrem no veículo e façam a vistoria, também devem exigir que o motorista apresente o selo dado pela prefeitura certificando que o veículo está legalizado”, conta Selma, informando que os pais não devem deixar que seus filhos andem em veículos com super lotação.
Selma diz que o veículo deve ter menos de dez anos de uso, deve ter todos os equipamentos fundamentais como o cinto de segurança, e se adequar ao decreto municipal 2305/91, que rege o transporte escolar, além de seguir as normas do Código Nacional de Trânsito, que tem uma seção específica sobre transporte escolar.
Estudantes voltam às aulas, mas professores faltam professores
Os cerca de 40 mil alunos da rede municipal de Volta Redonda voltaram às aulas quarta-feira, mas ainda existem turmas em várias escolas que estão sem professores. Ano passado os pais enfrentaram o mesmo problema e segundo o Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe-VR), a situação em algumas escolas só foi resolvida em agosto, quando a Secretaria de Educação decidiu chamar os professores que fizeram o concurso público de 2006 para assinarem contratos provisórios e assumirem turmas enquanto não se aprovava na Câmara Municipal uma lei que ampliasse o número de vagas, já que o edital do concurso criou apenas 638 vagas para o setor, entre professores docente I, docente II, orientadores e pessoal de apoio.
No Colégio João Haasis, no bairro Eucaliptal, a saída encontrada pela direção, segundo os pais, foi juntar as turmas para evitar mandar os alunos de volta para casa.
Segundo a assessoria de imprensa da secretaria, nesta segunda-feira o caso estará resolvido. É que esta semana o órgão começou a convocar 188 professores docente I e 80 docentes II, além de 25 supervisores e 22 orientadores educacionais aprovados no concurso. Isso foi possível depois da aprovação da Lei 4.380, em dezembro passado, na Câmara Municipal.
A secretária Terezinha Gonçalves, a Tetê, não foi encontrada – segundo informações de sua assessoria ela estava visitando escolas - para explicar se os novos professores convocados serão suficientes para cumprir a demanda na rede e se será necessária a contratação de novos em caráter provisório. A diretora do Sepe, Maria das Dores Motta, a Dodora, explicou que a entidade também não sabe se o número é suficiente para cobrir a demanda devido à falta de informação da secretaria, que não vem fornecendo os dados. “Queremos saber como fica a situação dos contratados. Já até entramos na Justiça do Trabalho para garantir os direitos deles”, conclui.
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