WASA Oyama, a japonesa mais idosa da região |
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VOLTA REDONDA - A Associação Nipo-Brasileira da região já está preparando uma grande programação para comemorar os 100 anos da chegada da colônia japonesa ao Brasil. Alguns eventos já estão acontecendo. Nas outras cidades brasileiras, as festividades só terão início em junho, mês em que Kasato Maru aportou em Santos, trazendo para o país os primeiros imigrantes de Kobe para São Paulo. Na Cidade do Aço, o ponto alto das comemorações deve acontecer no dia 14 de setembro, quando os festejos terão início às 10 horas, no Clube Comercial, na Colina. De acordo com os organizadores, o evento, que iniciará com um almoço, uma tradição de confraternização, deverá reunir mais de 600 pessoas convidadas.
Para o dia 6 de setembro, no Sider Shopping, está programado um workshop de ikebana (arranjos florais), demonstração de artes marciais com lutas, como o judô e o caratê que ganharam alunos e grandes mestres em toda a região, além de exposição de fotos sobre a cultura do Japão e sobre a culinária oriental que conseguiu conquistar o paladar das pessoas.
No próximo dia 8 haverá festival de yakissoba na sede da Maçonaria, no bairro Sessenta. Esse evento é aberto a toda a população, segundo os organizadores. Além desses eventos, outras atividades deverão acontecer. Conforme a direção da associação, personalidades descendentes de japoneses estão sendo esperadas para alguns eventos, como o tenista Hugo Oyama.
Todas as atividades estão sendo programadas pela Associação Nipo-Brasileira da região, criada em 1974 com a finalidade de resgatar a cultura japonesa, fazendo o elo entre o Japão atual e a colônia da região. Segundo o presidente da associação, Tsuguio Hiratsuka, Volta Redonda e Barra Mansa abrigam cerca de 150 famílias de japoneses. “A nossa associação tem sede em Volta Redonda, mas atende também os descendentes de Barra Mansa. Por isso, todos os levantamentos que fazemos envolvem as duas cidades”, diz o presidente, que há dez anos está à frente da entidade com a finalidade de não deixar a cultura japonesa cair no esquecimento. “Nosso objetivo é resgatar a cultura”, completa.
ATIVIDADES DIVERSAS
De acordo com o presidente da Associação Nipo-Brasileira, desde sua criação a entidade promove atividades diversas para as famílias de descendentes e neste ano, para lembrar os 100 anos de chegada da colônia ao Brasil, a programação está ampla. Ele conta ainda que para realizar as festas a associação está fazendo um levantamento para apurar quem é o japonês mais idoso da região. E como o levantamento ainda não foi concluído, acredita-se que Wasa Oyama, que no próximo dia 22 estará completando 95 anos, seja a mais idosa. Wasa, que chegou ao Brasil com 13 anos, hoje viúva, é mãe de cinco filhos, tem oito netos e dois bisnetos. A exemplo da maioria dos japoneses que vieram para o Brasil, até se aposentar Wasa trabalhou na lavoura e no comércio.
O presidente da Associação Nipo Brasileira da região garante que está sempre buscando novidades para a colônia e que aos 60 anos tem orgulho de desenvolver esse grande trabalho. Tsuguio é nissei (primeira geração de japoneses nascidos no Brasil) e seus pais, que ainda eram solteiros, chegaram ao país de navio. Suas famílias ficaram em São Paulo, onde permanecem até hoje. “Meu objetivo como presidente da associação é ajudar a organizar melhor e manter viva a cultura japonesa”, diz, ressaltando que a entidade é também uma forma de reunir a nação japonesa e seus admiradores através de eventos. Ele fala também dos costumes que a colônia faz questão de manter, entre eles o de entregar dinheiro aos familiares de pessoas enfermas ou que acabam de perder um ente querido. Essas e outras explicações, as pessoas interessadas poderão obter participando dos eventos da colônia.
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