Posto de Saúde do Manejo passa a oferecer tratamento de doença hepáticas |
|
RESENDE - O Posto de Saúde do bairro Manejo passou a oferecer o serviço de atendimento a pacientes portadores de doenças do fígado, por intermédio do novo Ambulatório de Hepatologia. De acordo com a Secretaria do Desenvolvimento Sustentável, Saúde e Qualidade de Vida, o novo ambulatório pretende buscar de forma preventiva diminuir as doenças crônicas como hepatites B e C, cirroses, hepatopatias por álcool e demais doenças degenerativas do fígado.
Segundo a médica Luciene Cardoso, gastrenterologista e responsável pelo serviço de hepatologia da prefeitura, os pacientes que antes precisavam se deslocar até o Rio para realizar o tratamento em ambulatórios especializados e para a aquisição dos medicamentos agora poderão fazê-los diretamente em Resende. “O tratamento, à base de Interferon e Ribavirina, que pode chegar a R$ 3 mil por semana, é doado gratuitamente pelo poder público. Para receber os medicamentos o paciente deve solicitá-los através de um processo na secretaria, explica Luciene, ressaltando que com o esse novo serviço será possível diagnosticar, acompanhar e realizar o tratamento em Resende, através de um encaminhamento médico ou diretamente pelo Hemonúcleo.
Segundo ela, as consultas podem ser previamente agendadas, às segundas-feiras, a partir das 9 horas, no Posto de Saúde do Manejo.
Avanço da doença preocupa OMS
Os problemas de fígado estão entre as principais causas de morte no mundo. Só em 2005 cerca de 35 milhões de óbitos ocorreram, representando quase 60% da mortalidade mundial e 45,9% da carga global de doenças. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), se essa tendência for mantida, elas deverão responder por 73% dos óbitos e 60% da carga de doenças até 2020.
Os dois vírus das hepatites B e C já contaminaram 550 milhões de pessoas no mundo. Esses dados, da Organização Mundial da Saúde, mostram o tamanho da epidemia de hepatite C, dez vezes maior que o da Aids. Uma em cada 12 pessoas no mundo está infectada com uma dessas duas hepatites. No Brasil, existem dois milhões de infectados com a hepatite B e entre três e quatro milhões infectados com a hepatite C. “Aproximadamente um em cada 30 brasileiros está contaminado e a maioria não sabe disso, desconhecendo que está doente porque a moléstia não tem sintomas aparentes, a chamada doença assintomática. Se nada for feito de imediato, mais de um milhão de brasileiros poderá desenvolver cirrose ou câncer no fígado nos próximos 15 anos”, adverte a médica.
|