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VOLTA REDONDA - A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) está causando preocupações nos trabalhadores e no Sindicato dos Metalúrgicos. O número de demissões na empresa mais que triplicou em relação à média. A diretoria do sindicato se reunirá segunda-feira, às 15h30min, com diretores da empresa e buscará respostas para o assunto.
A média de demissões entre janeiro e junho ficou um pouco acima de 22, e no mês passado subiu para 81, segundo dados do sindicato. De acordo com o advogado da entidade, João Campanário, as demissões podem ser provenientes do processo de greve, pois a maioria fez parte do movimento. “Outro indício é o fato de os dias de greve estar sendo descontados dos funcionários demitidos, o que não é permitido”, explica. O advogado afirma que o sindicato agirá para reverter esse quadro. “Vamos tomar as medidas judiciais necessárias para anular as demissões”, diz.
O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Renato Soares, diz que já está buscando uma resposta para o problema, pois a empresa se comprometeu no último acordo de não praticar qualquer retaliação, como demitir funcionários cujo motivo seja ter participado do movimento grevista. “Nós estamos buscando o diálogo. A empresa se comprometeu de não agir dessa forma, mas esse número de demissões não é normal e muito acima da média”, lembra.
Segundo levantamento do sindicato, para se ter uma idéia do aumento das demissões no mês de janeiro houve 39, em fevereiro, 25, março, 25, maio, 26 e junho, 23.
A equipe do A VOZ DA CIDADE procurou a Assessoria de Imprensa da empresa, que informou, por meio de nota, que “demissões e contratações fazem parte do dia-a-dia da CSN”. De qualquer forma, é importante ressaltar que ao longo deste ano, o número de contratações é bastante superior à quantidade de dispensas. A nota diz ainda que a companhia “também enfatiza que as contratações e dispensas obedecem às necessidades da empresa e não guardam qualquer relação com eventos de ordem política ou reivindicatórias”.
Preocupação
Outra preocupação do presidente do sindicato é em relação à alta rotatividade dos profissionais. “Não sabemos onde a diretoria quer parar, pois isso pode causar sérios problemas. Não se prepara um funcionário para trabalhar na empresa de repente, pois os sistemas são complexos”, finaliza.
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