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SUL FLUMINENSE
Segundo dados do Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense, o segundo dia da greve nacional dos bancários, iniciada na quarta-feira, teve mais adesão na região. Ontem, além de Volta Redonda, Barra Mansa e Piraí, a cidade de Pinheiral também aderiu ao movimento paredista.
Em Volta Redonda e Barra Mansa o primeiro dia de greve registrou 95% de adesão da categoria. De acordo com o presidente do sindicato, Cláudio Barbosa, a exemplo de todo o país, os bancários da cidade e região não têm nenhuma perspectiva de diálogo com os bancos para tentar um acordo. O sindicalista lembra que além dos 5% de aumento real, os funcionários reivindicam reposição de inflação acumulada de 7,15% entre setembro de 2007 e agosto deste ano; valorização dos pisos salariais; participação nos Lucros e Resultados (PLR) maior e simplificada; fim das metas abusivas e do assédio moral. Só que a proposta dos bancos é de apenas 0,35% para os trabalhadores.
O presidente do Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense considerou positivo o balanço do primeiro dia de greve, que fechou a maioria das agências bancárias das duas maiores cidades da região, além de Piraí e Paracambi, região Metropolitana do Rio.
Para ele, o segundo dia também foi de grande participação da categoria, já que os serviços continuaram parados e mais funcionários, destacando os de Pinheiral, decidiram aderir à paralisação. Já a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), braço sindical da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), não quis se manifestar sobre o movimento, lembrando que aguarda uma proposta razoável dos sindicalistas.
O presidente da entidade representante dos trabalhadores alertou que se os bancos não atenderem às reivindicações dos funcionários, a greve vai se estender por tempo indeterminado. Sendo assim, as pessoas que recorreram aos postos de auto-atendimento e aos caixas eletrônicos para sacar dinheiro, pagar contas e fazer depósitos, ficarão sem nenhuma alternativa.
É que, de acordo com Cláudio, os funcionários responsáveis pelo reabastecimento dos caixas eletrônicos e pela conferência dos depósitos e pagamentos de contas são bancários e, se a greve permanecer, eles também poderão aderir ao movimento. “Ainda não existe data para a paralisação dos caixas eletrônicos. Mas essa é uma possibilidade. Não queríamos ter que utilizar essa alternativa”, declara Cláudio.
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