Clube tem preparado o lado psicológico dos atletas |
|
RESENDE - Além da boa campanha no Campeonato Estadual, outro ponto que tem chamado a atenção do Resende é a capacidade dos jogadores de suportar a pressão por resultados e o alto poder de recuperação nos momentos negativos nas partidas. Nas últimas partidas, o alvinegro teve o placar adverso e conseguiu o empate ou até a vitória como na última partida contra o Boavista. A resposta pode estar no trabalho das psicólogas Ana Cristina Barbosa dos Santos (coordenadora geral do programa de Saúde Mental da prefeitura) e Jacqueline Primo Balieiro Diniz (coordenadora do Centro de Atendimento Psicossocial-Álcool e Drogas e Casa Aberta) que integram a comissão técnica do clube.
Cuidar da cabeça do atleta e ampará-lo psicologicamente fora do clube tem sido uma das preocupações da diretoria do Resende. “Dar aos jogadores assistência psicológica é tão importante quanto lhes dar uma alimentação balanceada, por exemplo. O físico e o mental são as duas faces de uma mesma unidade e merecem atenção”, explica Ana Cristina dos Santos.
Segundo ela, a psicologia desportiva é responsável pela saúde psíquica de uma equipe ou time e se desenvolve a partir de uma abordagem das emoções que os atletas vivenciam em sua rotina de trabalho e ainda pela realização de dinâmicas de grupo que visam à necessária interação da equipe”, revela a psicóloga.
Para o técnico Roy, o trabalho das psicólogas é de suma importância para a qualidade de vida do atleta dentro e fora do clube. “Apesar de ser um clube de estrutura pequena, a pressão por resultados é tão grande quanto à de um clube grande. Os jogadores precisam estar com os nervos sob controle e temos visto isso nos jogos”, observa o treinador.
E os jogadores do Resende terão mais uma chance de demonstrar toda esta capacidade de superação e autocontrole. Pela penúltima rodada da Taça Rio, o alvinegro vai domingo a Baixada Fluminense enfrentar o Duque de Caxias. A partida será às 15 horas. E o técnico Roy define hoje a equipe. Em décimo terceiro lugar na tabela geral, a comissão técnica considera o empate um bom resultado. “Buscaremos a vitória que nos trará uma tranqüilidade. Mas o empate também será um bom resultado já que faremos a última partida em casa. As nossas chances de permanecer na Primeira Divisão são ótimas”, avaliou o presidente do clube, Ricardo Tuffick.
INCLUSÃO SOCIAL
Um grupo de 15 pessoas que freqüentam o Centro de Referência à População de Rua, unidade ligada à Secretaria Municipal do Desenvolvimento Social e Solidariedade (SMDSOS) reforçaram a torcida do Resende nas arquibancadas do Estádio do Trabalhador, na vitória do alvinegro sobre o BoaVista, quarta-feira à tarde. O grupo que pela primeira vez acompanhou de perto uma partida de futebol foi acompanhado do secretário da pasta, Luís Carlos Kiko Besouchet.
Segundo o secretário, a iniciativa faz parte o processo de inclusão social da população de rua, promovido pela Prefeitura de Resende. “Eles são membros do Centro de Referência que nós assistimos e que tiveram a chance de ir ao estádio torcer pela equipe da cidade. Eles ficaram deslumbrados com a torcida e com os jogadores e vibraram com o resultado de 5 x 4. Periodicamente promovemos atividades de lazer com as pessoas assistidas pelo Centro de Referência e desta vez tivemos a idéia de traze-los ao estádio. No próximo jogo estaremos de volta” - frisou Kiko Besouchet, agradecendo o apoio da diretoria do Resende Futebol Clube, que custeou os ingressos.
|