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BARRA MANSA - A Polícia Militar frustrou um seqüestro-relâmpago, ontem, na parte da manhã. A vendedora Regina Ribeiro Ramos, 34 anos, foi abordada por um assaltante quando parou em um cruzamento próximo à entrada do bairro Vila Elmira. Ela seguia para o Centro de Barra Mansa no momento em que Valmir da Silva Lourenço, 19 anos, anunciou o assalto, armado com duas facas.
A vendedora contou na 90ª Delegacia de Polícia que o assaltante estava muito nervoso e queria R$ 1 mil para liberá-la. Como não tinha o dinheiro, Valmir entrou no carro e pediu para ela seguir em frente, pois a deixaria em um lugar deserto e levaria o carro. Porém, quando parou no Posto Barbará, ele colocou a vítima dentro do porta-malas do veículo. Depois disso começou a rodar pela cidade, ameaçando a vítima e exigindo dinheiro ou cartões de crédito.
A certa altura, Regina ouviu o assaltante perguntar a um pedestre qual era a saída para a cidade de Bananal, interior de São Paulo, mas como o gás do carro acabou ele resolveu voltar a Barra Mansa. Nesse momento o seqüestrador desviou de uma carreta e acabou colidindo com um barranco na Rodovia Lúcio Meira, na altura do número 913, próximo ao bairro Boa Vista III.
A essa altura os policiais militares Ribeiro e Ricardo já tinham recebido o comunicado de que havia um seqüestro em andamento. Eles foram acionados pelo rádio da polícia para efetivar buscas ao Corsa hatch branco, placa KNL-3292, de Regina.
Quando os PMs chegaram à Rodovia Lúcio Meira encontraram Valmir muito nervoso. Ele dizia que o carro era da mãe dele, que iria ficar nervosa por causa do acidente. Mas quando percebeu a presença da PM, a vítima saiu do porta-malas. Aliviada com a chegada da polícia, ela contou o ocorrido e acrescentou que já estava no interior do carro há mais de uma hora e que se não batesse no barranco teria acontecido uma tragédia, pois Valmir dirigia em alta velocidade.
O suspeito foi preso em flagrante por assalto seguido de seqüestro e foi encaminhado para a 90ª DP, onde permanece. O delegado adjunto, Ronaldo Aparecido Teixeira Brito, diz que se alguém foi vítima do suspeito antes deve comparecer a uma delegacia para prestar queixa. Ele acredita que Valmir já vinha agindo na região há algum tempo. |