39,1 % dos 734 estudos e projetos e 912 obras previstos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) precisam ser acompanhados com mais atenção segundo a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Esse foi seu comentário sobre os "pequeno atraso" ou "riscos potenciais" havaliados ontem, na primeira reunião de avaliação do programa. Ela ainda afirma que cerca de 8% enfrentam "dificuldades preocupantes" com "atraso significativo ou elevado risco".
Porém, segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega do ponto de vista macroeconômico os objetivos do projeto estão sendo cumpridos. “Para este primeiro quadrimestre, o balanço é positivo”, afirma citando dados que indicam aumento da confiança do empresariado, gráficos com a trajetória de redução da taxa básica de juros, a Selic, dos juros de longo prazo, além de um quadro com dados do aumento do volume de crédito. “Estamos cumprindo o objetivo de redução dos juros que estava contido no PAC".
Sobre a Concessões de Rodovias Federais, Dilma Rousseff voltou a ressaltar que o governo deve garantir a publicação do edital de restauração, manutenção, operação e aumento de capacidade das estradas até julho deste ano.
Paulo Bernardo, ministro do Planejamento, explicou que os empenhos realizados até agora pelo governo, estimados R$ 7,37 bilhões no Orçamento da União para 2007, R$ 1,63 bilhão já foram comprometidos.
As usinas de Jirau e Santo Antônio, rechaçadas pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, têm provocado desgaste entre o governo e, segundo auxiliares do Planalto, "irritação" no presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em capítulo à parte, a construção das usinas hidrelétricas do Rio Madeira, em Rondônia, consideradas uma das principais polêmicas do governo recentemente, são classificadas pelo governo como "preocupantes".
O projeto de análise de viabilidade de construção de duas hidrelétricas prometido para abril, também não conseguiu ser realizado. O que pode fazer o governo recorrer à alternativas térmicas ou nucleares para garantir 6 mil MegaWatts de energia.
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