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Foram presos no domingo quinze despachantes no Paraná, acusados de integrar uma quadrilha que registrava carros no estado com endereços falsos para reduzir o valor do Imposto Sobre Propriedade de Veículo Automotor (IPVA). A operação aconteceu em três estados brasileiros, no Paraná, em São Paulo e no Tocantins. Calcula-se que o esquema de sonegação tenha causado um prejuízo de R$ 1,1 bilhão só no estado de São Paulo. Os clientes dos despachantes podem ser processados por sonegação fiscal.
Quem comandou a ação no Paraná foi a Promotoria de Investigações Criminais (PIC) com o apoio da Polícia Federal (PF) que destacou 110 agentes para cumprir os 16 mandados de prisão e de busca e apreensão. Os mandados foram cumpridos em Curitiba e em Londrina, no Norte do Paraná.
A acusação é que despachantes usavam documentos falsos para registrar frotas de veículos de outros estados no Paraná, para que os clientes pagassem menos IPVA.
Um levantamento feito pela Secretaria da Fazenda de São Paulo, calculou que em apenas quatro meses foram transferidos quase 43,5 mil veículos de São Paulo para cinco estados (Paraná, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso e Tocantins). Quase a metade dessas transferências foi para o Paraná.
Os clientes dos 15 despachantes presos, que residem em São Paulo, poderão ser processados pelo Ministério Público paulista por uso de documento falso e, as empresas, por formação de quadrilha. Corendo o risco de responder por sonegação fiscal.
Paga-se menos
A alíquota do imposto para carros de passeio em São Paulo é de 4% e no Paraná, de 2,5%. Para empresas, a taxa cobrada no Paraná é de 1%, contra os mesmos 4% do estado vizinho.
De acordo com o levantamento, pelo menos 326 empresas com matriz na capital paulista simulavam a existência de filiais em outros estados, sobretudo no Paraná e Tocantins. Em relação a pessoas físicas, foram identificados pelo menos 2.500 veículos registrados de forma ilegal.
As 14 pessoas presas em Curitiba foram encaminhadas para a Delegacia de Estelionato e em seguida, segundo a delegacia, transferidas para o Centro de Triagem em Piraquara, na região metropolitana de Curitiba. Os supostos envolvidos devem ser liberados depois de ouvidos.
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