Na manhã de ontem, o dólar rompeu a barreira dos R$ 2, acentuando a trajetória de queda e encerrou na menor cotação desde 12 de fevereiro de 2001, com queda de 1,34%, negociada a R$ 1,982. Na mínima do dia, a moeda chegou a ser cotada a R$ 1,979.
Segundo analistas, a tendência de queda vai continuar. Isso porque a barreira de R$ 2 é muito mais psicológica do que real. A avaliação é compartilhada pelo economista José Luiz Rossi, professor da escola de negócios Ibmec-SP, que não crê em uma intervenção do Banco Central para mudar esse quadro. Para o professor, a queda do dólar não prejudica a economia brasileira, e para a sociedade em geral pode ter um ganho.
Colaboram para a queda do dólar alguns fatores. Além da atual queda do dólar em relação a diversas moedas, a valorização do real também está relacionada ao aumento da confiança externa no país e à taxa de juros praticada atualmente.
Segundo o presidente da Federação Nacional dos Bancos (Febraban), Fábio Barbosa, a entrada de dólares no país, que torna a moeda mais barata em relação ao real, deve seguir aumentando devido à proximidade de o Brasil receber o grau de investimento das agências classificadoras de risco.
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