O dólar
subiu ontem em relação
ao euro e ao iene japonês, entre
outras moedas. Só que a notícia
de que o risco-país brasileiro
atingiu hoje o nível mais baixo
da contribuiu para a valorização
do real. Também a melhora da avaliação
do Itaú e do Bradesco ajudou a
fortalecer a moeda nacional. A agência
de classificação de risco
Standard & Poor's concedeu a esses
dois bancos o chamado grau de investimento,
o que significa que eles passam a ser
considerados bons para se investir.
São notícias como essas que acrescem a expectativa de que
mais dólares entrem no país. A moeda vem baixando porque há excesso.
Um produto tende a se desvalorizar sempre que se torna abundante no mercado.
Os aumentos das exportações e do investimento estrangeiro direto,
foram os fatores que intensificaram a moeda norte-americana no país. As
exportações trazem dólares porque os fabricantes nacionais
recebem essa moeda quando vendem seus produtos para o exterior. Investimentos
diretos significam aplicações que empresas ou investidores de fora
fazem no país, o que também traz moeda estrangeira para as fronteiras
nacionais.
A queda do dólar tem reduzido o preço
de produtos eletrônicos porque eles
costumam ser importados ou fabricados a partir
de peças importadas. Quase toda a América
Latina está em situação
semelhante à do Brasil. Na Colômbia,
país latino-americano em que a moeda
norte-americana mais caiu, a desvalorização
foi de 10,88% só neste ano.
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