Ontem a moeda norte-americana subiu 0,46%. Mas durante a semana, a queda da moeda foi de 2,87%. Segundo Carlos Castellotti, da operadora de câmbio Flow, ontem o dia foi de embolso de lucros por causa da queda forte da moeda. Profissionais do mercado de câmbio, porém, ressaltam que o movimento desta sexta-feira foi apenas um ajuste, uma vez que a tendência do dólar é de queda.
O mercado espera que a entrada de dólares mantenha a moeda norte-americana perto ou abaixo de R$ 2 até dezembro. O Bradesco mantém a expectativa de que o dólar encerre 2007 a R$ 1,95, mas a equipe trabalha com a hipótese de uma cotação mais baixa. Analistas de câmbio avaliam que o Banco Central foi discreto durante a semana, deixando o mercado agir por conta própria.
A queda do dólar e os recordes na Bolsa de Valores de São Paulo fizeram com que o risco Brasil fosse considerado um dos principais termômetros da confiança dos investidores na economia brasileira.
O risco Brasil reflete o comportamento dos títulos da dívida externa brasileira. Corresponde à média ponderada dos prêmios pagos por esses títulos em relação a papéis de prazo equivalente do Tesouro dos Estados Unidos, tido como o país mais solvente do mundo, de risco praticamente nulo.
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