Para evitar atritos entre partidos aliados, o Palácio do Planalto decidiu: o novo ministro de Minas e Energia continuará na mira do PMDB. O partido e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva buscam um nome com perfil técnico, como era considerado Silas Rondeau.
O ministro entregou ontem a carta de demissão ao presidente Lula, três dias após ser acusado de receber propina. Na carta, Rondeau diz que é inocente e que deixa o governo para impedir que o setor energético seja prejudicado e a imagem do governo afetada.
No primeiro dia como ministro interino, Nelson Hubner esteve no Palácio do Planalto. Assessores informaram que ele se reuniu com a ministra Dilma Roussef, da Casa Civil.
O presidente do Senado, Renan Calheiros, abalado pelas denúncias envolvendo pessoas próximas a ele, quer ficar longe das negociações. José Sarney pretende dividir a decisão com a bancada.
Senadores do PMDB disseram que o nome do novo ministro de Minas e Energia precisa ser anunciado dentro de uma semana, para evitar especulações que fortaleçam o avanço de outros partidos, principalmente o PT, sobre o cargo.
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