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Greve do professores da USP
Manifestação dos docentes é por tempo indeterminado

Professores da Universidade de São Paulo (USP) entraram em greve ontem por tempo indeterminado. Pelo menos 240 docentes se reuniram em assembléia às 10h e a votação pelo início da paralisação foi praticamente unânime. Servidores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) também discutem se vão aderir à paralisação.

O protesto é contra os decretos do governador José Serra (PSDB), que segundo eles restringem a autonomia das universidades. Eles também são contra o novo sistema de previdência proposto pelo governador.

As reivindicações dos professores incluem reajuste salarial de 3,15%, além de um aumento fixo de R$ 200; mais recursos para a educação nas três universidades e também no Centro Paula Souza; uma política específica de permanência estudantil nas universidades e melhores condições de trabalho.

Os professores disseram que vão ficar em estado de assembléia permanente e poderão convocar um novo encontro para discutir as questões. Os estudantes foram aplaudidos pelos professores, que foram convidados a visitar o prédio da reitoria ocupada. A próxima assembléia acontecerá na sexta-feira (25), às 10h, em local a ser definido.

A Unicamp apresentou um balanço, apontando que as aulas foram interrompidas em 15% da universidade, pois cinco unidades estão totalmente paradas e três parcialmente: IFCH (Instituto de Filosofia e Ciências Humanas), IEL (Instituto de Estudos da Linguagem), IA (Instituto de Artes), FE (Faculdade de Educação), FEF (Faculdade de Educação Física), IE (Instituto de Economia), IG (Instituto de Geociências), IMECC (Instituto de Matemática, Estatística e Computação Científica).

A Unicamp possui 20 unidades, sendo dez faculdades e dez institutos. Ao todo, a universidade tem 34 mil alunos (entre graduação e pós-graduação), 1.700 professores e 7.500 funcionários.


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