Mesmo com a reintegração
de posse determinada pela Justiça,
permaneceram ontem no prédio
da reitoria da universidade cerca de
mil alunos e servidores da USP. O juiz
Edson Ferreira da Silva, da 13ª Vara
da Fazenda Pública, negou o
pedido do Sindicato dos Trabalhadores
da Universidade de São Paulo
(Sintusp) para adiar a reintegração.
E também concedeu liminar que
proíbe atos ou protestos que
causem transtornos e perturbações
no campus.
Os estudantes estão
na reitoria desde o dia 3 de maio,
e afirmam que pretendem continuar no
prédio a realizar uma "resistência
pacífica" ao
Comando de Policiamento de Choque da PM, que prepara uma ação para
a retirada dos ocupantes.
A Justiça determinou a desocupação
do prédio no dia
16. Um oficial de Justiça até tentou entregar o documento aos manifestantes
na ocasião, mas não conseguiu. A Polícia Militar, então,
foi acionada para planejar uma ação no local.
Os preparativos começaram
na sexta (18), e o coronel Joviano Conceição
Lima, comandante do Policiamento de Choque da PM, disse que faria uma reunião
com os alunos nesta quinta para dar detalhes técnicos sobre a ação.
A Polícia Militar não informou o horário para a realização
da ação ou se a reintegração de posse ocorrerá nesta
quinta-feira, como previsto.
Poderão ser multados em R$ 1.000 diários,
a unidade que descumprir a determinação
da 13ª Vara da Fazenda Pública,
que proíbe atos ou protestos que causem
transtornos e perturbações
no campus. Os estudantes disseram que vão
recorrer. O diretor do Sintusp, Magno Carvalho,
considerou "absurda" a decisão
da Justiça e disse esperar que ocorra
nova negociação com a reitoria. |