Após as mortes de 16 bebês
em pouco mais de uma semana, a Secretaria
de Saúde de Alagoas anunciou
ontem a finalização dos
projetos de reforma e ampliação
das maternidades. Estão previstos
para o fim da semana e os gastos estimados
em R$ 2 milhões. A verba será solicitada
ao Ministério da Saúde.
A
secretaria aceita que cumprir o prazo
estabelecido pela Justiça Federal
para resolver os problemas com as maternidades públicas será difícil.
No mês de fevereiro três bebês morreram e a Justiça
Federal deu 180 dias para que Alagoas fizesse 127 leitos de UTI e de unidades
de cuidados intermediários, em todo o estado, para aliviar o atendimento
nas maternidades.
Algumas cidades alegam que não receberam intimação para
a criar os leitos. No entanto, a Procuradoria da República informa que
o fato de não terem recebido as intimações não justifica
que as administrações municipais deixem
de tomar as medidas.
São
16 recém-nascidos mortos desde o dia 15, nas duas únicas
maternidades públicas do estado preparadas para atender gestantes de alto
risco e bebês prematuros. No Hospital Universitário em Maceió,
foram sete mortes em seis dias. Normalmente, a média é de sete
mortes por mês.
Com hospitais superlotados, os funcionários
reclamam das condições
de trabalho. |