Ontem em nota oficial, a Polícia
Federal rebateu acusações
feitas na quarta pelo ministro
do Supremo Tribunal Federal, Gilmar
Mendes, de que estaria tentando intimidá-lo
ao divulgar informações
de que teria recebido presentes da
construtora Gautama, alvo da investigação
de fraudes em licitações.
APF
afirma que sua relação
com o Poder Judiciário é de
respeito e pleno acatamento às suas decisões, especialmente quando
se trata da mais alta corte de Justiça do Brasil, o Supremo Tribunal Federal.
O Ministério da Justiça anunciou ontem que as investigações
serão feitas, para apurar se a Polícia Federal cometeu excessos
durante a Operação Navalha. Isso é um pedido do presidente
Lula.
Leia na íntegra
a nota
"NOTA À IMPRENSA"
A relação institucional
da Polícia Federal com o Poder
Judiciário é de respeito
e pleno acatamento às suas decisões,
especialmente quando se trata da mais
alta corte de Justiça do Brasil,
o Supremo Tribunal Federal. Não
cabe manifestação sobre
a opinião pessoal de um de seus
ilustres membros. A Polícia
Federal aguarda eventual requisição
de providências, para apuração
de possível irregularidade.
Reafirmamos
que a Polícia Federal
nestes últimos anos vem aperfeiçoando
os mecanismos de investigação.
Tal fato tem permitido o desmanche
de inúmeras organizações
criminosas, com a colheita de indícios
e de provas que revelam a materialidade
de delitos de natureza grave e a sua
autoria, com destaque para o combate
das infrações penais
cometidas contra a administração
pública.
Na função de Polícia Judiciária da União,
a legalidade dos atos da Polícia Federal encontra-se submetida aos controles
institucionais das autoridades judiciárias e do Ministério Público
competentes. Exemplo é o harmônico trabalho que resultou na Operação
Navalha, cujas decisões estão sob o crivo da Excelentíssima
Ministra-Relatora Eliana Calmon, do Superior Tribunal de Justiça, e do
Excelentíssimo Procurador-Geral da República Antônio Fernando
de Souza." |