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VOLTA REDONDA - Há menos de três meses em uma calçada na esquina da Avenida 17 de Julho com a Rua Luiz Alves Pereira, no bairro Aterrado, uma banca de jornal e revistas vem tirando o sossego de comerciantes e moradores do local. A insatisfação é tanta que os mais prejudicados decidiram fazer um abaixo-assinado para a retirada da banca do espaço. Antes de se instalar no novo local, a mesma banca funcionou na Avenida Paulo de Frontin, em frente ao supermercado Royal, no mesmo bairro, e poucos dias ao lado do Plaza Shopping e nas proximidades de uma loja de materiais de construção que também estava sendo prejudicada.
Segundo informou o comerciante e morador do Aterrado, Denílson Duarte, a banca foi colocada no local sem que comerciantes e moradores fossem consultados. O reclamante garantiu ainda que a banca está funcionando sem alvará da prefeitura, mas nem assim ninguém toma providências. Ele criticou a demora da prefeitura em atender ao pedido dos comerciantes, lembrando que há quase dois meses estão sendo enrolados. “Desde que entramos na prefeitura com o pedido de retirada da banca só recebemos promessas”, conta o comerciante, ressaltando que cada dia falta uma coisa e nunca o trabalho é feito. “Um dia a senhora Elisângela, da Secretaria de Fazenda, diz que para a banca sair do local a energia tem que ser cortada. Outro dia fala que só falta a assinatura do prefeito. Não sabemos, na verdade, o que falta”, completa. Ele lembrou ainda que para sair de frente da loja de materiais de construção bastou um telefonema do dono do estabelecimento, que é presidente da CDL.
“Enquanto nós, que estamos indo pelo caminho da legalidade, temos de esperar e não sabemos até quando”, reclama. Ele disse ainda que os prejudicados pagam impostos e por isso têm o direito de reclamar. A banca perdeu o lugar em frente ao Supermercado Royal desde que foi ampliada e modernizada, como as que funcionam na Vila Santa Cecília. Antes da reforma, houve a promessa de que a banca iria funcionar dentro do novo estacionamento do estabelecimento, só que isso não aconteceu. A partir daí, começou a andança da banca pelo bairro. Na verdade, o espaço não está sendo bem vindo em lugar nenhum por onde está passando. “Não podemos ser prejudicados”, declara o reclamante. Ele explicou ainda que até a calçada que não pode ser usada está quase toda ocupada. “Qualquer pessoa que ocupa uma calçada da cidade é multado. Nesse caso ninguém fala nada. Qual será a razão?”, indaga.
Durante dois dias, por meio da Assessoria de Comunicação da prefeitura, a equipe de reportagem de A VOZ DA CIDADE procurou resposta da prefeitura para a situação, mas até o fechamento desta edição ninguém respondeu. |