RESENDE - O Posto Avançado da Superintendência Estadual de Rios e Lagoas (Serla) no município lacrou a mina d’água existente em um supermercado no bairro Manejo. O motivo, segundo a entidade, seria que a empresa responsável pelo manancial não teria cumprido exigências do Governo do Estado quanto à outorga, autorização para uso público. Para obter a licença de utilização da fonte hídrica, o supermercado teria que cumprir uma série de exigências como, por exemplo, fazer o cadastro de usuário e a criação de um sistema de distribuição e armazenamento da água.
Segundo o coordenador do Posto Avançado da Serla no município, Alisson D’Elias, a mina ficará lacrada até que a empresa promova a devida regularização. “Não estamos proibindo a utilização d’água, mas sim disciplinando o consumo da água”, diz Alisson, informando que o decreto 4.156/06, do Governo do Estado, proíbe o uso de água de minas onde há abastecimento regular. “Assim, o uso para beber ou cozinhar alimentos é vedado. Somente é possível para regar jardins e lavar dependências externas, por exemplo”, diz.
A Vigilância Sanitária lacrou outras duas minas de água na região. A medida foi tomada após análise de laudos químicos produzidos pela Sanear - Agência de Saneamento Básico de Resende - e Águas das Agulhas Negras, empresa que opera o sistema de abastecimento de água e esgoto do município, que comprovaram a contaminação dos fontanários por bactérias prejudiciais à saúde pública.
Testes bacteriológicos realizados pelo laboratório da concessionária de serviços de abastecimento de água e esgoto e pelo laboratório paulista Ampro – Análises Industriais, apontaram a presença de contaminantes nas minas do distrito de Engenheiro Passos e Mirante das Agulhas. Apenas as fontes do supermercado do bairro Manejo e do Parque das Águas estão com seus mananciais liberados para o consumo.
A Sanear orienta a população para que evite o consumo da água dessas minas, que foram interditadas por tempo indeterminado por representarem risco à saúde pública, uma vez que o consumo de líquido impróprio pode causar diversas doenças, como hepatite A e infecções intestinais. Os laudos mostraram ainda que uma terceira fonte, a Mina da Torre, localizada no terreno da futura fábrica da Votorantim Metais, também está com a água imprópria para o consumo. A prefeitura já tomou as providências cabíveis e comunicou à empresa para que isole a área o mais rápido possível, impedindo um eventual acesso das pessoas ao local.
Até o fechamento desta edição a direção do supermercado não retornou as ligações ao A VOZ DA CIDADE para se manifestar sobre o assunto. |