SEGUNDO Queiroz, a parceria vai auxiliar na redução de óleo jogados nas redes de esgoto |
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RESENDE - A concessionária Águas das Agulhas Negras, que está operando o sistema de abastecimento de água e esgoto há cerca de quatro meses na cidade, formalizou ontem uma parceria com a organização não-governamental Viva Óleo, ONG que recolhe óleo de cozinha usado em vários pontos do município, entre eles escolas, restaurantes, indústrias e hospitais, num total de 70 pontos de coleta.
De acordo com o diretor da concessionária, João Luiz de Siqueira Queiroz, a empresa tem muito interesse no projeto desenvolvido pela Viva Óleo, porque a instituição vai auxiliar na redução da quantidade de óleo jogada nas redes de esgoto. “Além de causar mau cheiro, o óleo, quando depositado na rede de esgoto, aumenta a dificuldade no tratamento da água. Quando o óleo de fritura é despejado diretamente na pia permanece retido no encanamento, causando entupimento das tubulações se não for separado antes do lançamento na rede por um sistema de tratamento, além de afetar significativamente o meio ambiente”, explica o diretor, ressaltando que estudos recentes indicam que um litro de óleo pode contaminar até um milhão de litros de água, equivalente ao consumo de uma pessoa em um período de 14 anos.
A ONG Viva Óleo foi fundada em dezembro de 2007 e começou recolhendo 500 litros de óleo por mês. O objetivo da entidade, comandada pelos jovens Leonardo Aguiar, Cleomarcio Soares, Matheus Cardoso e Gabriel Aguiar, é recolher 2,5 mil litros de óleo durante o mês de maio. O produto recolhido é estocado num galpão de 100 metros quadrados na Fazenda Barra II e depois vendido para a Vital Planet, empresa que fabrica biocombustível na cidade de Campos.
Segundo a direção da Viva Óleo, se ninguém jogasse nem uma gota de óleo fora
a capacidade seria de 60 mil litros mês. “Nossa projeção é chegar a dezembro coletando dez mil litros de óleo vegetal e gordura animal. Quem quiser contribuir com o nosso projeto pode levar seu óleo usado no ecoponto mais perto da sua casa”, afirma.
O diretor reforça ainda que jogar óleo na pia, em terrenos baldios ou no lixo acarreta três fins desastrosos a esse óleo: ele permanece retido no encanamento, causando entupimento das tubulações se não for separado por uma estação de tratamento e saneamento básico; se não houver um sistema de tratamento de esgoto, acaba se espalhando na superfície dos rios e das represas, causando danos à fauna aquática; fica no solo, impermeabilizando-o e contribuindo com enchentes, ou entra em decomposição, soltando gás metano durante esse processo, causando mau cheiro, além de agravar o efeito estufa.
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