Foram 299 notificações este ano, contra 515 em 2007 |
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RESENDE - A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Sustentável, Saúde e Qualidade de Vida divulgou ontem os índices da dengue nos quatro primeiros meses deste ano, quando há tradicionalmente maior incidência da doença causada pelo mosquito Aedes aegypti. Pelos cálculos da secretaria houve uma redução de 58% de notificações em comparação com os quatro primeiros meses de 2007. Foram 299 notificações este ano, contra 515 em 2007.
Segundo a coordenadora de Epidemiologia da Secretaria de Saúde, Lúcia Albuquerque, das 299 notificações deste ano 14 foram confirmadas como dengue, 37 foram descartadas e outras 248 ainda estão no laboratório Noel Nutels, responsável por todos esses exames no estado. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), para se considerar epidemia a cidade têm que ter 300 casos confirmados para cada 100 mil habitantes. “Em Resende, por exemplo, considerando que há cerca de 120 mil moradores, seria preciso haver em torno de 400 casos confirmados”, diz Lúcia, informando que em todo o ano de 2007 foram 510 casos da doença. “A tendência é de que os números caiam ainda mais, já que a prefeitura intensificou os trabalhos de prevenção. Só para se ter uma idéia, há duas semanas o governo municipal organizou um grande mutirão em combate ao mosquito Aedes aegypti”, comenta.
A campanha, intitulada Resende Combatendo a Dengue, reuniu centenas de pessoas que durante todo o dia percorreram os bairros da cidade promovendo a limpeza de terrenos baldios, fazendo a inspeção das casas e quintais, além da distribuição de material educativo com dicas para eliminar criadouros do mosquito. A logística envolveu dez secretarias municipais, além dos efetivos do Exército, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Defesa Civil. “O resultado foi muito positivo, conseguimos recolher mais de mil toneladas de entulhos pela cidade”, afirma o coordenador da Vigilância em Saúde, Irani Ângelo Machado, que organizou os trabalhos do mutirão. A prefeitura conta com 54 agentes sanitários que percorrem as residências pelo menos seis vezes por ano.
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