Soldados do BGP fizeram uma série de evoluções com fuzis |
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RESENDE - No último dia de eventos em comemoração da Semana da Infantaria na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), a atração foi a presença de um pelotão de 40 soldados do tradicional Batalhão da Guarda Presidencial (BGP) da Presidência da República, que fez uma apresentação de movimentos sincronizados e evoluções com fuzis. A apresentação aconteceu no Pátio Tenente Moura e reuniu grande público. Os festejos seguiram à noite com a Corrida da Infantaria.
O BGP é uma unidade de elite do Exército Brasileiro que ocupa uma área no setor militar urbano de Brasília. Tem, além das missões típicas de uma unidade de Infantaria, obrigações específicas, como a de guardar o Palácio do Planalto e as principais instalações do governo federal, na capital da República; participar do Cerimonial Militar da Presidência da República e prestar as honras militares às autoridades nacionais e estrangeiras na Capital Federal e, finalmente, participar de operações de garantia da lei e da ordem, conduzidas pelo Comando Militar do Planalto. “Ao todo o BGP é composto por 1,7 mil homens selecionados entre os melhores soldados. A permanência de cada componente no batalhão é de até sete anos”, explica o capitão Flábio, ressaltando que para chegar à perfeição de sincronismo nos movimentos é necessário treinamento diário dos soldados.
A história dessa tropa começou em 18 de janeiro de 1823, quando D.Pedro I criou o Batalhão do Imperador, que foi fundamental na Independência do Brasil. O maior destaque do Batalhão do Imperador foi o 2º tenente Luiz Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias. Em 1831, depois que D. Pedro I abdicou, o Batalhão do Imperador foi extinto. Quase um século depois, em 7 de abril de 1933, por decreto do presidente Getulio Vargas, foi criado o Batalhão de Guardas, com sede no Rio de Janeiro, com a missão específica de guardar o Palácio do Governo. Em 6 de abril de 1960, um decreto do presidente Juscelino Kubitschek mudou a sede da tropa para Brasília, a nova capital, e o grupo passou a ser chamado de Batalhão da Guarda Presidencial.
Durante a evolução com fuzis que pesam cinco quilos, aconteceu um incidente. Um dos soldados deixou seu armamento cair. O choque destruiu parte do fuzil que foi logo substituída para a seqüência da apresentação. Presente na apresentação da tropa, o comandante da Aman, general Gérson Menandro, considerou a falha uma prova de perseverança da tropa. “Parabenizo os componentes do BGP que provou com essa bela apresentação poder de superação. Mesmo com a queda do armamento eles não se abalaram, demonstrando confiança e disciplina. Tudo isso trazido à base de muito treinamento e dedicação”, elogiou Menandro.
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