RESENDE
A direção das Indústrias Nucleares do Brasil (INB) informou esta semana que a instituição recebeu no ano passado as certificações ISO 14001 e OHSAS 18001, de Meio Ambiente e Segurança e Saúde Ocupacional, respectivamente.
Desde então, a estatal promove o Sistema Integrado de Gestão (SIG) dentro de sua Fábrica de Combustível Nuclear (FCN) no distrito de Engenheiro Passos. Com o intuito de atender às exigências do SIG, a INB mantém sua equipe do Meio Ambiente atenta a cada detalhe dentro da fábrica.
O trabalho de Monitoração Visual é realizado mensalmente e a equipe percorre as áreas internas e externas das fábricas verificando suas condições. O trabalho, em média, dura três dias. Algumas das situações encontradas podem até ser resolvidas na hora, dependendo de sua gravidade. Caso contrário, a equipe do meio ambiente manda um comunicado por e-mail para a área onde existe o problema alertando sobre o que foi encontrado. Caso a área não solucione o caso, a mensagem é reenviada. Depois de três e-mails é enviada uma notificação à área.
O trabalho da equipe se popularizou na empresa e hoje conta com a contribuição de diversos empregados. Mas no começo a história era diferente. "As pessoas se acostumaram com o nosso trabalho. Eles estão vendo que é algo bom para eles, que é para ajudá-los", afirma Gláucia de Abreu Pacheco, integrante da equipe.
Durante a vistoria, a equipe monitora também a forma como os resíduos são destinados. Existem três tipos de resíduos dentro da empresa: sem valor agregado, que é doado para a Prefeitura de Resende; com valor agregado, que é vendido pela INB; e os não recicláveis, que a INB paga para uma empresa dar um destino adequado ao resíduo.
O trabalho, além de importante para a empresa, leva ainda mais consciência ambiental aos empregados da INB, que tem como uma de suas prioridades: a preservação ambiental.
Alunos defendem energia nuclear em exposição
Energia Nuclear em defesa da vida. Este foi o tema desenvolvido pelos alunos do segundo ano do Ensino Médio do Colégio de Aplicação de Resende durante o Festival de Cultura promovido pelo colégio. A exposição atraiu alunos de outras séries e recebeu muitos elogios de quem passava pela mostra. O estande recebeu apoio das Indústrias Nucleares do Brasil (INB), que emprestou material necessário para os alunos.
O tema foi sugestão das professoras Judite Maria Adamski, de Química; Izilda Gonçalves Ferreira dos Santos, de Literatura; e Adriane de Oliveira Guimarães, de Geografia. Cada uma das professoras relacionava energia nuclear com assuntos do seu conteúdo programático.
Em Química os alunos puderam se aprofundar mais na utilização da energia nuclear na medicina e na conservação de alimentos. Em Literatura, paródias eram feitas para tornar o aprendizado mais descontraído. As fontes de energia, desenvolvimento e geração de empregos foram alguns do temas abordados pela Geografia. “Nosso propósito era desmistificar o uso da energia nuclear. Você teme o que não conhece. No início do ano os alunos visitaram a INB e foi perguntado a eles quem tinha medo de energia nuclear e muitos levantaram a mão”, afirma Adriane, que acredita que se a pergunta fosse feita hoje, a resposta seria diferente. "Eles pesquisaram bastante", completa a professora.
Mas quem pensa que a energia nuclear é assunto somente para a exposição está enganado. O tema é abordado ainda durante as aulas de Geografia sobre fontes de energia e a professora faz questão de comparar as fontes de energia e destacar o nuclear como alternativa para o desenvolvimento do país. “São alunos que daqui a alguns anos entrarão no mercado de trabalho, e para isso o país precisa ter renda, emprego e desenvolvimento, o que não é possível sem energia”, afirma a professora. |