E o Oscar vai para...
A semana é de festas e prêmios no mundo do cinema. O Festival de Berlim acabou e o grande vencedor foi o brasileiro Tropa de Elite. O capitão Nascimento botou os concorrentes no saco e trouxe mais um Leão de Ouro para o Brasil. Como não podia deixar de ser, o filme coleciona polêmica também no exterior. Acusações de fascismo e de banalização e apologia da tortura se juntam a elogios ao ritmo, roteiro e, principalmente, ao elenco encabeçado por Wagner Moura.
Além da festa alemã, os americanos preparam o grande momento de sua milionária indústria. Domingo acontece a entrega do Oscar 2008. O Brasil ficou fora da festa. O nosso indicado, O ano em que meus pais saíram de férias, não se classificou entre os cinco finalistas para melhor filme estrangeiro. Em 2009, Tropa de Elite poderá tentar concorrer a outros prêmios. Tudo dependerá, de qualquer maneira, da recepção à Tropa no lançamento nos Estados Unidos.
Alguns dos campeões em número de indicações já estão nos cinemas brasileiros, como Onde os fracos não têm vez e Sangue negro, que disputam oito estatuetas, e Desejo e reparação, e Conduta de risco, concorrentes em sete categorias. Além desses os cinemas daqui já exibem Sweeney Todd – O barbeiro demoníaco da rua Fleet, que deu mais uma indicação de melhor ator para Johnny Depp, Elizabeth - A era de ouro, que traz Cate Blanchett de volta ao papel que a consagrou. Cate também concorre ao prêmio de melhor atriz coadjuvante como um dos Bob Dylan de Não estou lá.
Os cinco concorrentes a melhor filme são Onde os fracos não têm vez, Conduta de risco, Desejo e Reparação, vencedor do Globo de ouro de melhor filme dramático, Sangue negro e Juno. Este último pode ser o grande azarão da noite. O simpático filme independente pode ficar com o Oscar de roteiro original para Diablo Cody, pseudônimo de uma moça de 29 anos que já trabalhou como stripper e atendente de tele-sexo antes de virar escritora.
O grande favorito ao prêmio de melhor filme é Sangue negro, drama de Paul Thomas Anderson sobre a industria de petróleo, que conta a história de Daniel Plainview (Daniel Day-Lewis), que se transforma de um mineiro de minas de prata derrotado e pai solteiro em um magnata do petróleo que venceu pelo próprio esforço. O filme também deve dar mais uma estatueta para Daniel Day-Lewis.
A noite também tem espaço para animação, curtas e documentários. Mas, infelizmente, esses dificilmente chegam às telas da região. Esperamos que os exibidores e as autoridades da área de cultura possam rever suas prerrogativas comerciais e cumpram sua função que é promover o acesso à diversidade cultural para incentivar a formação da cidadania. Que tal um festival reunindo os indicados a documentário? Ou um festival de animação?
De todo jeito, domingo é dia de festa. Reúna os amigos, prepare a pipoca, organize um bolão e curta esse momento de magia do cinema. Bom fim de semana. |