Rambo: IV vezes mais sangue
John Rambo é um ex-boina-verde veterano do Vietnã que não conseguiu se adaptar ao voltar para casa. Após ter problemas com o xerife de uma cidadezinha, vai preso até ser recrutado para uma missão de resgate. Rambo tem que voltar ao inferno para fazer o que faz melhor: entrar pela floresta e deixar corpos pelo chão. Não há como voltar para casa, seu país não pode lhe dar paz. Refugiado num mosteiro budista, ele mais uma vez se vê metido em uma matança ao ir para o Afeganistão, e dessa vez é um velho amigo que precisa de sua habilidade em explodir coisas.
Vinte anos depois de enfrentar os soviéticos, John Rambo vive em paz na Tailândia, perto da fronteira com Mianmar. Lá ele caça cobras para apresentá-las em espetáculos e navega em seu barco pelos rios tailandeses. Eis que surge um grupo de missionários evangélicos que chega para levar medicamentos e ajudar na plantação de igrejas no país vizinho, onde uma guerra civil se desenrola há 60 anos. Sensibilizado pela coragem, insistência e fé de Sarah (Julie Benz), Rambo concorda em levá-los rio acima. Dez dias se passam até que ele seja novamente procurado. Desta vez por um pastor da Igreja Evangélica do Colorado, que lhe diz que o grupo desapareceu, provavelmente capturado pelas milícias que infestam a região. E assim, uma vez mais, John Rambo parte em direção ao conflito, transportando um grupo de mercenários cuja missão é (lógico) resgatar os missionários.
O filme é o mais violento da série, são 236 mortes no total, contra 69 no segundo filme, 132 no terceiro e apenas uma no primeiro (aquele policial que cai do helicóptero). E é exatamente isso que a galera esperava. Ninguém vai ver Rambo pensando em roteiro e atuações primorosas. Bons diálogos? Para que isso? O negócio é adrenalina. O diretor Sylvester Stallone sabia disso e entregou um dos melhores filmes de ação dos últimos tempos. Pouco cérebro e muita matança. Os diálogos são ridículos, os vilões são estereótipos, mas e daí? Discutir isso, ver o quanto pode ser ruim é parte da diversão. O velho garanhão italiano, movido a hormônios de crescimento, faz o sangue jorrar e é isso que interessa. |