Réquiem para um ator
Heath Ledger, morto no início do ano, foi um dos melhores atores de sua geração. Carismático, talentoso e corajoso para escolher papéis que passam longe da tradicional imagem de galã. Ele fez isso ao interpretar o cowboy gay de O Segredo de Brokeback Mountain e repetiu a dose em Batman – O Cavaleiro das Trevas, que estréia hoje nas telas da região.
A segunda aventura da nova série do Cruzado de Gotham traz Christian Bale (de O Operário e O Grande Truque) novamente na pele do bilionário Bruce Wayne, um sujeito cheio de problemas. Ele gosta de passar as noites vestido de preto e espancando pessoas por conta própria, além de viver sozinho numa mansão com seu velho e fiel mordomo inglês Alfred Pennyworth (Michael Caine, de volta ao papel).
Neste filme o herói mascarado conta com a ajuda do policial James Gordon, mais uma vez vivido por Gary Oldman, (da série Harry Potter) e do promotor público Harvey Dent (Aaron Eckhart) para tentar acabar com crime organizado na cidade. Mas há um novo jogador em campo, alguém que também gosta de andar fantasiado, e parece uma imagem distorcida do nosso velho Cavaleiro das Trevas: o Coringa. Um insano e genial assassino que esconde suas cicatrizes sob uma bizarra maquiagem de palhaço. Ele dá um golpe nos chefões da cidade e toma o controle do crime, promovendo um verdadeiro banho de sangue.
É na pele do Palhaço do Crime que Ledger mostra todo seu talento. Visceral e assustador, ele rouba a cena sempre que aparece. Sua interpretação intensa é o que diferencia o longa do diretor Cris Nolan das outras adaptações dos quadrinhos de Batman. O Coringa passa bem longe do vivido por Jack Nicholson no filme de Tim Burton e, definitivamente, não é o mesmo personagem da série de TV. Em seu último trabalho completo, o jovem ator deve ser novamente indicado para alguns dos principais prêmios da indústria. Mas dessa vez, não estará lá para os aplausos.
CRÍTICOS AMADORES
P.S: Eu Te Amo
Há algum tempo comprei o filme P.S: Eu Te Amo. Passado alguns dias resolvi vê-lo. Na verdade esperava a companhia do meu namorado, mas como o homem não gosta nem um pouco de filmes românticos ele me trocou por um jogo de futebol. Vi na ocasião um bom dia, ou melhor, uma boa noite, para assistir o filme. Nos primeiros cinco minutos percebi que já estava me debulhando em lágrimas e no restante do tempo chorava mesmo compulsivamente. Como mulher romântica que sou, amei o filme. Afinal, o mocinho morre e a mocinha fica sem chão, tentando sobreviver com a falta de seu grande amor. O mocinho, antes de morrer, preparou diversas cartas para guiar sua esposa depois de sua morte.
Ao final, cheguei à conclusão que se a pessoa não está bem, pode tentar se matar. Tirei isso porque mesmo estando bem em todas as áreas da minha vida, fiquei meio que em depressão dois dias. Então imagina quem não está! Vale a pena assistir, mas um conselho: assistam sozinhos e de preferência com um pacote de lencinhos.
*Holly Kennedy
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