Nascido em 16 de agosto de 1901, em Jaguarão (Rio Grande do Sul), falecendo em 17 de fevereiro de 1981, no Rio de Janeiro. Militar, revolucionário e político brasileiro, foi governador do Rio Grande do Sul (interventor) de 4 de março de 1938 a 4 de setembro de 1943.
Osvaldo Cordeiro de Farias esteve presente em todos os grandes acontecimentos políticos e militares do Brasil, durante mais de 44 anos.
Entrou ma Escola Militar de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, sendo transferido em 1917 para a Escola Militar do Realengo, onde conheceu Eduardo Gomes e Luiz Carlos Prestes.
Em 1919 foi declarado oficial de Artilharia e em 1920 foi promovido a segundo-tenente e primeiro-tenente em 1921, capitão em 1930, major em 1931 e coronel 1939, indo a general-de-brigada em janeiro de 1942.
Cursou a Escola de Aviação Militar, tendo se classificado em primeiro lugar, e mais tarde a Escola Superior de Guerra, indicado pelo Brasil, estagiou na Escola de Estado Maior do Exército americano.
Apesar de não ter participado diretamente do levante do Forte de Copacabana, em 1922, apoiou o movimento. Em 1924 participou do movimento liderado pelo capitão Luiz Carlos Prestes, que mais tarde se transformou na Coluna Prestes, tendo dela participado durante dois anos pelo interior do país em combate contra as tropas fiéis ao governo federal. Cordeiro de Farias foi comandante de um dos quatros destacamentos da Coluna. No início de fevereiro de 1927, a Coluna abandonou o Brasil e internou-se na Bolívia. Em 1928 retornou ao Brasil e ele foi preso, julgado e absolvido pelo Supremo Tribunal Militar, retornando às fileiras do Exercito.
Em 1930 participou do movimento conhecido como Revolução Liberal que depôs o presidente Washington Luiz e impediu a posse do presidente, eleito Julio Prestes. Em 1935, de volta ao Rio de Janeiro, combateu a Intentona Comunista. Em 1937 foi chefe do Estado-Maior da 5ª Região Militar, em Curitiba – Paraná.
Em setembro de 1943 foi convocado para a Força Expedicionária Brasileira, seguindo para a Itália, onde se destacou no comando da Artilharia Divisionária da FEB.
A FEB desembarcou na Itália em julho de 1944 e entrou em combate em setembro. Comandava a força o general João Batista Mascarenha de Moraes. As tropas brasileiras integravam-se o V Exercito dos Estados Unidos, comandado pelo general Mark Clark.
Em 29 de outubro de 1945, participou do movimento militar que afastou o ditador Vargas do poder, extinguindo o Estado Novo, criado por Vargas em 1937.
Com a criação da Escola Superior de Guerra, foi nomeado seu comandante (1949-52). Deixou a ESG em agosto de 1952 para assumir o comando da Zona Militar Norte, sediada em Recife, Pernambuco.
Cordeiro foi candidato e eleito governador de Pernambuco, cargo que ocupou de 1955 a 1958. Em 1961 foi nomeado chefe do Estado Maior das Forças Armadas (Emfa) pelo presidente Jânio Quadros. Com a renúncia de Jânio, em 24 de agosto de 1961, foi nomeado comandante do III Exercito pelo ministro da Guerra, General Odilo Denys, mas não chegou a assumir o cargo.
Participou ativamente do movimento que depôs o presidente João Goulart. No governo Castelo Branco, assumiu o Ministério Extraordinário para a Coordenação dos Organismos Regionais (1964-1966), mais tarde transformando em Ministério do Interior, retirando-se da vida pública em junho de 1966. Ao ser promovido a general-de-brigada, em janeiro de 1942, tornou-se o mais jovem general do Exercito Brasileiro. Durante 24 anos esteve no serviço ativo do Exercito, no posto de general. Foi o general com mais tempo no posto em toda a história militar do Brasil.
Condecorações Recebidas:
Cruz de Guerra com Palmas (França)
Legião de Honra (França)
Grande Oficial da Ordem da Coroa (Itália)
Grã-Cruz da Ordem Militar de Avis (Portugal)
Legião de Mérito (USA)
Grande Oficial da Ordem Nacional do Mérito, Mérito Naval, e Mérito Aeronáutico (Brasil)
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