Nasceu a 14 de abril de 1857, em São Luiz, Maranhão, e iniciou seus estudos no Liceu Maranhenses, seguindo mais tarde para o Rio de Janeiro, para estudar artes na Academia de Belas Artes.
Pretendendo seguir carreira de pintor e aperfeiçoar-se em desenho, tornou-se um excelente caricaturista, escritor, diplomata e jornalista.
Iniciou sua vida como jornalista nos jornais da antiga capital federal. Devido à morte de seu pai, em 1878, retornou para São Luiz, passando a colaborar nos jornais locais, quando publicou o seu primeiro romance, Uma lágrima de mulher.
Participou da fundação do jornal O Pensador, em 1881, e ao publicar o romance O Mulato entrou em choque com a sociedade dominante, preconceituosa e racista. Houve uma grande revolta contra Aluisio de Azevedo.
O Mulato era uma história diferente, violenta e de perseguição, que retrata cruamente uma sociedade impregnada de fortes preconceitos raciais e sociais. Com o clima tão pesado, Aluisio retornou para o Rio de Janeiro. Foi considerado o maior romancista brasileiro do realismo e seus livros quando publicados marcaram época.
Aluisio de Azevedo tornou-se o primeiro escritor profissional brasileiro a viver exclusivamente de sua profissão literária. Como fundador da Academia Brasileira de Letras ocupou a cadeira cujo patrono era Basílio da Gama.
A campanha contra Aluisio de Azevedo chegou ao clímax. Perseguido e sofrendo graves injustiças, abandonou a literatura e ingressou na carreira diplomática. Foi nomeado vice-cônsul do Brasil em Vigo, Espanha, viajando por diversos países, como Japão, Argentina, Inglaterra e Itália. Promovido a cônsul de Primeira Classe, foi transferido para Assunção, Paraguai e mais tarde para Buenos Aires, Argentina, onde veio a falecer em 21 de janeiro de 1913.
Em 1918, por iniciativa do escritor Coelho Neto, os restos mortais de Aluisio de Azevedo foram transferidos de Buenos Aires, Argentina para São Luiz, onde repousam definitivamente.
Os principais romances de Aluisio foram:
Uma Lágrima de Mulher (1879)
O Mulato (1881)
Memória de um Condenado (1882)
Mistério da Tijuca (1881)
Filomena Borges (1884)
Casa de Pensão (1884)
O Cortiço (1890)
O Coruja (1890)
O Homem (1887)
Livro de uma Sogra (1895)
A Mortalha de Alzira (1893)
Demônios (1893)
O Bom Negro
Casa de Orates
Flor de Lis
Em Flagrante
Cabloco
Um Caso de Adúltero
Veneno de Curan
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