Nascido em Vassouras, estado do Rio de Janeiro, em 16 de abril de 1863 e falecido no Rio de Janeiro, em 21 de maio de 1928, aos 65 anos de idade, se destacou como médico radiologista e um dos pioneiros da radiologia brasileira.
Formou-se em medicina pela Faculdade de Medicina da Bahia, em 1887, seguindo em 1896 para a França, onde se especializou em Física Médica.
De regresso ao Brasil, trouxe modernas aparelhagens de eletricidade estática, massagens elétricas, ozonação e termocautério. Instalou no Rio de Janeiro um consultório de fisioterapia com os modernos aparelhos que trouxera da Europa, tornando-se um dos pioneiros da fisioterapia no Brasil.
Fundou e dirigiu a Assistência às Crianças Pobres, o Instituto de Eletricidade e Radiologia e a Casa de Cultura Laura Alvim. Em 1895, Wilheln Conrad Roentgen, em seu laboratório da Universidade de Wurzburg, na Alemanha, descobriu os Raios X. Álvaro Alvim foi introdutor das descobertas de Roentgen, um novo tipo de raio X, obtido com a ampola de Crookes.
Em nova viagem à Europa, verifica que uma invenção sua, o uso do papel chumbado, na luta contra o câncer, estava causando maior sensação.
Numa terceira viagem à Europa, fez um estagio no Laboratório dos Curie, na França.
Foi Álvaro Alvim quem radiografou o primeiro caso de xipófagas no mundo, identificando os órgãos das irmãs Rosaline e Maria, que foram separadas com sucesso pelo famoso cirurgião Eduardo Chapot Prévost no dia 30 de maio de 1900. As xipófagas nasceram em Baixo Guandu (ES), em 1893 e foram levadas de Vitória para o Rio de Janeiro.
Maria, a mais franzina, faleceu oito dias após a cirurgia. Rosaline, que sobreviveu, foi adotada pelo Dr Prévost, teve vida normal, falecendo já idosa no Rio de Janeiro. Logo após a operação Rosaline acompanhou o pai adotivo à Europa. Dr Prévost relatou em Paris, França, durante o Congresso Universal de Medicina e Cirurgia, a operação, recebendo aplausos de toda a classe médica e da imprensa européia.
Foi membro titular da Academia Nacional de Medicina. Publicou A Medicina que Cura, Instituto de Eletricidade Médica, e A Cura do Cancro no Brasil.
Álvaro Alvim, foi pioneiro da eletroterapia, da radiologia e da radioterapia no Brasil. Infelizmente foi o primeiro brasileiro a ser vítima de radiação que o levou a falecer de leucemia. Pesquisando o câncer, perdeu todos os dedos das mãos em virtude de lesões ocasionadas pela manipulação constante dos Raios X e o rádio. Álvaro Alvim também teve amputadas as mãos e o antebraço.
Foi condecorado com a Medalha Humanitária pelo presidente Arthur da Silva Bernardes. |