Nascido em 18 de outubro de 1762 em Mariana-MG, ali morreu, em 2 de fevereiro de 1830. Seus restos mortais estão no interior da Igreja São Francisco de Assis, naquela cidade. A data de seu nascimento é apenas provável. Ataíde foi pintor, dourador, encanador, entalhador e professor.
Ingressou na carreira militar, tornando-se sargento em 1798 e chegou a alferes em 1799. Seu primeiro trabalho conhecido como pintor foi a confecção de duas imagens de Cristo no Santuário de Nosso Senhor do Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas do Campo-MG, em 1781. Trabalhou com Aleijadinho durante 30 anos.
Filho do capitão Luiz da Costa Ataíde, seu pai foi grande incentivador de sua arte na pintura. Toda a obra de Ataíde está ligada à religião. Ele tinha por principio retratar tipos comuns de brasileiros, principalmente o povo humilde. Ataíde foi um importante artista e através de numerosos alunos ganhou influência sobre os pintores brasileiros na metade do século XIX. Apresentou trabalhos importantes de perspectivas em tetos de igrejas.
Em 1818 Ataíde tentou, sem sucesso, obter permissão do governo, negada por D João VI, para instalar uma escola de arte em Mariana. Foi contemporâneo e parceiro de Antonio Francisco Lisboa, o Aleijadinho. No período de 1781 a 1818 encarnou, isto é, pintou imagens de santos que pareciam reais e dourou as imagens de Aleijadinho para o Santuário do Bom Jesus de Matosinho em Congonhas do Campo.
Sua última obra conhecida é A Ceia, do salão nobre do Colégio do Caraça, concluída pouco antes de morrer.
Ataíde teve reconhecimento em vida. Nunca foi apegado aos bens materiais nem era ambicioso. Não se conhece algum retrato de Ataíde, o que era comum entre os homens de destaque na época.
OBRAS DE ATAÍDE:
- Pintura da Capela de Nossa Senhora da Glória em Carandaí-MG.
- Pinturas na Igreja da Ordem Terceira de São Francisco de Assis, em Ouro Preto, realizada de 1801 a 1812, a Glorificação da Virgem.
- Pinturas do forro da Capela-mor da Igreja Matriz de Santo Antonio (Santa Bárbara), em 1806.
- Pintura do forro da capela-mor da Igreja de Nossa Senhora do Rosário, em Mariana, em 1823.
- Realizou uma obra refinada na decoração e nos painéis e telas que deixou em 18 igrejas de Minas Gerais.
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