Nasceu em Mariana-MG, a 1º de agosto de 1901, e morreu em Belo Horizonte a 3 de março de 1975.
Jornalista, professor de Direito, educador, político, foi ministro da Educação, presidente de Minase vice-presidente da República. Como político foi apontado como um dos maiores defensores do sistema democrático no Brasil.
Formou-se pela Faculdade de Direito da Universidade de Minas Gerais, tendo sido diplomado em 1922. Fez os estudos secundários no Colégio Azeredo, em Belo Horizonte e no Ginásio Alfredo Baeta, em Ouro Preto e no Externato do Ginásio Mineiro, em Belo Horizonte.
Iniciou sua carreira política em 1927, sendo eleito Conselheiro Municipal em Belo Horizonte, cargo que correspondia ao de vereador atualmente. Em 1928 fundou o jornal Estado de Minas. Nesse ano, fez livre docência de Direito Penal e, mais tarde, foi catedrático da mesma cadeira na Universidade de Minas.
Em 1930, participou do movimento que levou Getulio Vargas à Presidência da República no mês de novembro. Em 1931, membro do Conselho Consultivo do Estado, do qual foi secretario e, mais tarde presidente. Em 1933, esteve entre os fundadores do Partido Progressista de Minas Gerais. Deputado eleito à Assembléia Constituinte.
Em 1934 foi eleito deputado federal, tendo sido líder da maioria de 1935 a 1937. Foi eleito presidente da Câmara dos Deputados em 1937, derrotando o então presidente, Antonio Carlos de Andrada e Silva. Seu mandato foi encerrado em 10 de novembro de 1937, com a instauração do Estado novo (ditadura Vargas) que levou ao fechamento do Congresso.
Presidente do Instituto da Ordem dos Advogados de Minas, diretor do Banco Hipotecário de Minas Gerais em 1946. Pedro Aleixo foi um dos principais signatários do Manifesto dos Mineiros, em 24 de outubro de 1943, que representou a primeira ação política de setores liberais e democráticos mineiros contra a ditadura Vargas.Eleito deputado estadual em 1947 em Minas Gerais, na legenda da UDN (União Democrática Nacional). Foi um dos fundadores desse partido que surgiu durante o processo de redemocratização do País, iniciado em 1943. Foi eleito deputado federal em 1958 e 1962, pela UDN. Em 1964, líder do governo do marechal Humberto de Alencar Castelo Branco, participou do movimento militar de 31 de março de 1964 e na estruturação do Novo Regime, foi ministro da Educação de Castelo Brancom em janeiro de 1966. Nesse mesmo ano tornou-se vice-presidente da Republica, na gestão presidente Arthur da Costa e Silva. Em 1965 filiou-se à Arena (Aliança Renovadora Nacional), partido criado após a instauração do bipartidarismo. Em 1969, foi impedido de assumir a Presidência da República após o afastamento do titular, Artur da Costa e Silva, por motivo de saúde.
Pedro Aleixo só substituiu o presidente durante quatro dias, por ocasião da visita de Costa e Silva a Punta Del Leste. Pedro Aleixo foi impedido de tomar posse pelo ato Institucional 12, de 30 de agosto de 1967, que colocou no poder a Junta Governativa formada pelos ministros do Exercito, Marinha e Aeronáutica.
O Ato Institucional 16 declarou vago o cargo de vice-presidente. Após esses acontecimentos Pedro Aleixo voltou a dar aulas e lutou pela implantação do Partido Democrático Republicano. A Junta Militar permaneceu no cargo até a posse do novo presidente, Emilio Garrastazu Médice, até o dia 30 de outubro de 1969.
Pedro Aleixo foi autor das seguintes obras:
Segredo Profissional – Peculato no Direito Penal Brasileiro.
Inovações introduzidas na Instituição do Júri e Invalidades Parlamentares. Casado com Maria Stuart, deixou seis filhos, cinco homens e uma mulher.
Quando Milton Soares Campos era governador de Minas Gerais, Pedro Aleixo ganhou o apelido de Pedro Primeiro, porque, como se dizia, Milton Campos sempre consultava Pedro Aleixo “Vou consultar o Pedro primeiro”. A pedido de Arthur da Costa e Silva, Pedro Aleixo redigiu uma nova Constituição que não foi promulgada em virtude da doença do presidente e do endurecimento do regime militar nos acontecimentos da época.
Pedro Aleixo lutou muito na tentativa de criação do Partido Democrático Republicano, mas fracassou. |