Nasceu em Estância, Sergipe, a 9 de maio de 1887. Escritor, político, diplomata, ensaísta, advogado, farmacêutico, jornalista, professor, crítico e memorialista brasileiro. Iniciou seus estudos no Liceu Sergipano.
Gilberto era o mais velho em uma família de 14 irmãos que incluía grande nomes da cultura, como Genolino e Gilson Amado. Aos 14 anos passou a trabalhar como boticário em Salvador, Bahia.
Em 1905, foi para o Recife, Pernambuco, cursar Direito. Dali para o Rio de Janeiro, iniciando sua carreira jornalística nos jornais Jornal do Comércio e no País e começou a militar na área política. Foi eleito deputado estadual por Sergipe em 1915. Em 1930 é eleito senador, aos 43 anos de idade. Em 1934, tornou-se consultor jurídico do Ministério das Relações Exteriores. Foi embaixador em Santiago (Chile) em 1936, em Helsinque (Finlândia), 1938/39 e Roma (Itália) de 1939 a 1942, em plena Segunda Grande Guerra, e em Berna (Suíça), de 1942 a 1943.
Foi representante do Brasil na Organização das Nações Unidas (ONU). Foi eleito para a Comissão de Direito Internacional Espírito Universal pela Cultura (ONU). Na oportunidade, a famosa escritora Lucian Stegagno Picchio, em La Letteratura Brasiliana, afirmou que Gilberto Amado “tinha interesse pelo Brasil como unidade histórica e cultural dentro de uma visão saída da escola nordestina de Recife.” Gilberto Amado publicou 17 trabalhos, entre eles o livro de ficção Inocentes e Culpados, em 1941 e os Interesses da Companhia, em 1942.
Destacou-se como memorialista com História de minha infância, em 1954; Minha Formação no Recife, em 1955; Mocidade no Rio e Primeira Viagem a Europa, em 1956; Presença na Política. em 1958 e em 1960, Ensaios Literários; A Chave de Salomão, em 1914; Grão de Areia em 1919; Aparência e Realidades, em 1922 ;e A Dança sobre o Abismo, em 1932.
Gilberto Amado fez uma observação notável e indiscutível da política antes e depois de 1930 em seu livro Presença na Política, em 1958, e em 1960, Ensaios Literários; A Chave de Salomão, em 1914; Grão de Areia, em 1919; Aparências e Realidades, em 1922 e A Dança sobre o Abismo, em 1932.
Gilberto Amado fez uma observação notável e indiscutível da política antes e depois de 1930 em seu livro Presença na Política.
“Antes de 1930, a eleição era falsa, mas a representatividade era verdadeira. Depois de 1930 a eleição passou a ser verdadeira, mas a representatividade é falsa”.
Eleito em 3 de outubro de 1963 para a cadeira 26 da Academia Brasileira de Letras (ABL), foi recebido em 29 de agosto de 1964 pelo acadêmico Alceu Amoroso Lima, mais conhecido nos meios literários como Tristão de Ataíde (I).
Gilberto Amado morreu no Rio de Janeiro, a 27 de agosto de 1969, aos 82 anos de idade.
(I) Pseudônimo: quando você utiliza outro nome para assinar um livro, etc, ao invés do seu. Ex. Alceu Amoroso Lima (Tristão de Ataíde), pseudônimo pseudo (falso) nimo (nome).
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