Genolino Amado, jornalista, professor, cronista, ensaísta, teatrólogo, radialista e memorialista, nasceu em Itaporanga, Sergipe, em 3 de agosto de 1902. Iniciou sua educação em Sergipe e fez humanidades no Colégio Carneiro, em Salvador, Bahia. Com 17 anos ingressou na Faculdade de Direito da Bahia, fazendo parte de uma extraordinária turma que veio dar ao Brasil vários escritores e mestres de Direito.
Entre eles citamos Hermes Lima, Pedro Calmon, Nestor Duarte e Adalicio Nogueira e seus irmãos Gilberto e Gilson Amado. Completou seu curso jurídico no Rio de Janeiro, diplomando-se em 1924.
Após a formatura seguiu para São Paulo, onde foi trabalhar no jornal Correio Paulistano, substituindo Menotti Del Picchia na crônica diária. Como redator do Correio Paulistano apresentou um trabalho notável de redação, traduzindo o pensamento claro e contundente do jornal, e que mereceu um entusiástico artigo do famoso escritor Agripino Grieco, que o elogiou pela índole demolidora do crítico. Escreveu também para os Diários Associados, colaborando também na Radio Record, escrevendo crônicas para o famoso locutor da época César Ladeira, popularíssimo no País.
Genolino teve atuante participação nas reuniões com os modernistas de destaque na época, como Oswald de Andrade, Cassiano Ricardo, Candido Motta Filho, Brito Broca e Oriogenes Lessa (1930).
Em 1933 retornou ao Rio de Janeiro, para trabalhar em O Jornal. Passou a escrever para a Radio Mayrink Veiga que acabava de contratar César Ladeira. Suas crônicas da Cidade Maravilhosa se tornaram moda e o Rio de Janeiro ganhou o seu slogan, que o caracteriza desde então como Cidade Maravilhosa.
Já residindo no Rio de Janeiro, participou, como professor da Prefeitura do Distrito Federal, da grande reforma de instrução pública realizada pelo professor Anísio Teixeira. Foi professor do primeiro curso de jornalismo da Faculdade Nacional de Filosofia e Letras.
Vozes do Mundo foi seu primeiro livro, editado em 1937. Outros livros foram editados, como Um Olhar sobre a Vida (1939), Os Inocentes do Leblon (1946), O Pássaro Ferido (1948), Peças Teatrais, Avatar (1946). Memórias: O Reino Perdido 1971: Um Menino Sergipano 1977.
A comédia teve a sua tradução e adaptação adotada pela famosa escola americana Academia Militar de West Pont (USA), Dona do Mundo(1948). Foi laureado com a Medalha de Ouro da Associação Brasileira de Críticos.
Obteve muito sucesso sua tradução como obra autobiográfica Minha Vida, de Charles Chapin (Carlitos). Foi eleito em 9 de agosto de 1973 para a Cadeira nº 32, da Academia Brasileira de Letras (ABL), sucedendo a Joracy Camargo. Foi recebido na academia em 14 de novembro de 1973 pelo acadêmico Hermes Lima.
Genolino foi quem sugeriu e inspirou a André Filho a composição da famosa marcha que se tornou hino da Guanabara, Cidade Maravilhosa.
Genolino Amado faleceu no Rio de Janeiro, em 4 de março de 1989. |