Nasceu em Capivari-SP, em 01/09/1897 * e como pintora foi considerada um dos nomes mais importantes do modernismo e o maior expoente do nativismo, cujo objetivo era desenvolver apenas os temas brasileiros.
Embora não tenha participado da Semana da Arte Moderna, de 1922, porque estava em Paris, França, desde 1920, Tarsila tornou-se uma das figuras marcantes do movimento.
Estudou escultura com Montovani e Zadig e pintura com Pedro Alexandrino. Mais tarde, já na Europa, estudou com Emile Renard, na Academia Julien, de 1921 a 1922 e integrou-se ao grupo de Oswaldo de Andrade, de quem se tornaria esposa.
Sua obra tem três frases: a Pau-Brasil, a partir de 1923/24, marcada historicamente pelas ilustrações do livro Pau-Brasil, de Oswaldo de Andrade, Antropofágica, iniciada com o famoso, quadro Abaporu ** , exposto em Paris-França em 1928, e a Social, iniciada com o quadro Operários, em 1931, que foi considerado a primeira pintura de cunho social no Brasil.
Com o retorno ao Brasil, Tarsila teve uma espécie de reencontro com o popular brasileiro, com a terra, a tradição e a simplicidade. Em 1950 o Museu de Arte Moderna de São Paulo organizou uma retrospectiva de sua obra. Ela esteve presente na primeira e segunda Bienais de São Paulo, em 1951 e 1953, e foi Sala especial na Bienal de 1963.
Em 1964, participou entre outras da 23ª Bienal de Veneza (Itália); retrospectiva no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, em 1969. Tarsila foi casada duas vezes, a primeira com André Teixeira Pinto, e a segunda com Oswald de Andrade.
Apesar de uma obra reduzida, Tarsila conseguiu, por seu talento, ser símbolo de um movimento. Viveu os últimos anos de sua vida paralítica presa a uma cadeira de rodas. Seu último quadro foi A Fazenda. Tarsila levou mais de oito meses para pintá-lo. Até a morte, Tarsila escondeu a data verdadeira de seu nascimento, mas tudo indica que foi em 1897, o que é apenas presumível. Faleceu em São Paulo, no dia 17 de janeiro de 1973 aos 76 anos de idade.
Tarsila já foi retratada como personagem no cinema e na televisão, interpretada por Ester Góes no filme Eternamente Pagu, 1987, por Eliane Giardini nas minisséries Um só Coração, 2004, e JK, em 2006. Foi uma das maiores pintoras brasileiras.
(*) Não se sabe, de fato, a data precisa de seu nascimento.
(**) Palavra indígena que significa homem que come.
|