Nascido em 17 de setembro de 1860 em Raiz da Serra de Petrópolis-RJ, foi engenheiro, professor e político. Formou-se em engenharia e bacharelado em Ciências Físicas e Matemática pela Escola Politécnica do Rio de Janeiro. Com 18 anos se formou como engenheiro geográfico e de minas, sendo o único no país na época.
Um grave problema preocupava as autoridades do país, devido à forte seca que castigava a cidade do Rio de Janeiro, então capital do país. No início de 1889, o grande Rui Barbosa, diretor do jornal Diário de Noticias, do Rio de Janeiro, publica carta do jovem engenheiro Paulo de Frontin se propondo a trazer em seis dias 15 milhões de litros d´água de Tinguá, na Baixada, para o Rio de Janeiro.
O Imperador D. Pedro II convidou Paulo de Frontin para uma reunião e lhe perguntou
- O senhor cumpre o que escreveu no Diário de Noticias?
- Sim, respondeu Paulo de Frontin.
Aceita a proposta, Paulo de Frontin iniciou os trabalhos em 18 de maio e na data prevista, 23 de maio, a água chegou à cidade, isso no dia 23 de maio. Em um momento de grande alegria, o grande Rui Barbosa escrevia: “Até que Deus, nosso Senhor, teve misericórdia de nós e nos enviou o Dr Paulo de Frontin. Um país que tem filhos tais pode confiar no seu futuro. Paulo de Frontin recebeu a consagração pública com o feito da “água em seis dias”.
Setenta e dois anos após a grande façanha de Paulo de Frontin, o governador Carlos de Lacerda (Guanabara) construiu o Guandu, uma grande obra do século passado no Rio de Janeiro. Outra importante obra de Paulo de Frontin foi o início da construção da Estrada de Ferro na Serra do Mar, sem túneis, servindo a uma zona em plena prosperidade com mais de 30 quilômetros de serra com atitude de 579 metros, no Vale do Rio Santana. Para atravessar o Vale do Rio Santana foi construído um viaduto que foi chamado de Linha Auxiliar. O traçado, foi considerado uma das obras primas da engenharia nacional.
Obras importantes:
Chefiou a comissão construtora da Avenida Central, em 1904, posteriormente Avenida Rio Branco, que foi presidida pelo engenheiro Pereira Passos. Alargou a Avenida Atlântica e realizou importantes obras que viriam transformar a Zona Sul do Rio de Janeiro, com abertura do Túnel João Ricardo, ligando a Central do Brasil ao Cais do Porto.
Cargos Públicos:
Elegeu-se deputado e mais tarde senador pelo Distrito Federal, em 1917. Assumiu a Prefeitura do Rio de Janeiro em 1919, então capital federal, tendo construído a Avenida Delfim Moreira e a Niemeyer. Com a revolução de 1930 e o fechamento do Congresso Nacional, Paulo de Frontin perdeu o mandato de deputado.
Foi diretor da Estrada de Ferro Central do Brasil de 1896 a 1897 e de 1910 a 1914.
Fundador do Derby Clube, em 1885 e presidente do Clube de Engenharia, em 1903. Membro de Honra da Sociedade de Engenheiros Civis da França em 1911.
Título de Conde Frontin pelo Vaticano, em 1909, Grande Oficial da Ordem do Condor dos Andes, Bolívia, em 1930.
Homenagem:
Existe um pequeno monumento no Rio de Janeiro em homenagem a Paulo de Frontin e constituído de um busto em bronze com a seguinte descrição. “Ao Dr Paulo de Frontin. Glória da Engenharia Nacional”, 1946, batizado em sua homenagem também há um elevado no Rio de Janeiro.
Foi eleito por unanimidade patrono da engenharia brasileira por todas as associações de classe, durante a VII Convenção da Engenharia Nacional, realizada em agosto de 1972, em Curitiba, Paraná.
Um município do Estado do Rio de Janeiro recebeu também em sua homenagem o nome de Engenheiro Paulo de Frontin, anteriormente denominado Rodeio, terra dos fogos Adrianino e da Fabrica J.B. Ferrini (1904) (guarda-chuva). O clube de futebol da cidade que tem o nome de Adrianino foi o primeiro campeão profissional de futebol.
O prefeito de Paulo de Frontin, Eduardo Paixão (2007), iniciou um trabalho histórico com a finalidade de homenagear o Patrono da Engenharia com a criação do Museu Engenheiro Paulo de Frontin. O início dos trabalhos foi em 18 de janeiro passado.
Paulo de Frontin faleceu no Rio de Janeiro em 15 de fevereiro de 1933. |