Descendente de imigrantes italianos, nasceu na localidade de Vale Vêneto, atual Itavorá, no município de Júlio de Castilhos, Rio Grande do Sul, no dia 23 de setembro de 1901. Iniciou seus estudos no Seminário São José, situado em São Leopoldo (RS), onde aprendeu grego e latim. Como esse seminário não era reconhecido oficialmente, Pasqualini foi obrigado a repetir seus estudos básicos no Colégio Anchieta e depois no Ginásio Júlio de Castilhos, em Porto Alegre. Foi advogado, professor, sociólogo e político.
Bacharelou-se em 1929 pela Faculdade de Direito de Porto Alegre (RS), tendo sido escolhido por unanimidade o orador da turma. Apoiou o movimento revolucionário de 1930 e foi eleito vereador em Porto Alegre pelo Partido Libertador (PL). Pasqualini exerceu o mandato de 1934 a 1937, quando houve o golpe do Estado Novo de Vargas (ditadura).
Alberto Pasqualini lançou o manifesto de criação da União Social Brasileira (USB), em 1945. Em 1946 decidiu ingressar no Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Concorreu pelo PTB em 1947 para o governo do Rio Grande do Sul, mas foi derrotado por Valter Jobim, candidato do Partido Social Democrático (PSD).
Pasqualini deu uma grande contribuição na formação do ideário trabalhista e em 1948 escreve Diretrizes Fundamentais do Trabalhismo Brasileiro, expondo suas idéias e sua atividade política. Inconformado com as condições de vida, principalmente do povo da área rural, enfrentou corajosamente as forças conservadoras que combatiam os trabalhadores rurais. Ele lutava contra a exploração do trabalho e a miséria.
Convencido da importância do papel do Estado na economia, Pasqualini propôs a liberação de créditos aos pequenos proprietários rurais. Condenou, dentro dos princípios do cristianismo, o dinheiro como meio de opressão e da exploração. Democrata convicto, Pasqualini impulsionava o movimento trabalhista para uma nova política com transparência, ética e democracia e que o “partido deveria ter um programa, uma orientação e princípios éticos”. Foi eleito senador em 1950 pelo Rio Grande do Sul, pela legenda do PTB.
No Brasil de hoje, o desemprego, o salário de fome, a violência e a exclusão social compõem um panorama desalentador. Alberto Pasqualini simbolizava a ascensão social valorizada pelos imigrantes e a sua afirmação política e intelectual no reforço da ideologia no trabalho e principalmente nos investimentos em escolarização.
Pasqualini foi deputado estadual, federal e senador pelo Rio Grande do Sul. Nas eleições de deputado obteve votação expressiva ao longo das décadas de 1945 a 1955. Nos últimos dias de sua vida foi o maior concorrente de João Goulart pela liderança do Partido Trabalhista Brasileiro, terminando por fundar o Movimento Trabalhista Renovador (MTR), junto com Fernando Ferrari, outro grande político ligado às idéias e as princípios de Alberto Pasqualini.
Ganhou mais tarde o apoio do notável político gaúcho senador Pedro Simon, que sempre se identificou com Pasqualini na aplicação dos princípios da justiça social cristã expressa pelas encíclicas papais.
Combater a “usura social”, expressão que, segundo ele, denominava “a exploração do homem pelo homem e existe quando as relações econômicas entre os membros de uma sociedade não estão baseados nos princípios da justiça.”
Alberto Pasqualini era considerado unanimemente como o mais importante teórico do trabalhismo brasileiro, sendo respeitado por adversários históricos como Juarez Távora que a ele se referiu em suas memórias como “nobre e idealista doutrinador”.
Vítima de derrame cerebral em 1956, ficou paralítico até a morte, ocorrida no Rio de Janeiro em 3 de junho de 1960, aos 59 anos de idade. A refinaria de petróleo instalada pela Petrobras no Rio Grande do Sul recebeu o nome de Refinaria Alberti Pasqualini em 16 de setembro de 1968.
A biblioteca da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul dispõe de quatro volumes da Obra Social e Política de Alberto Pasqualini, organizada pelo senador Pedro Simon.
(*) Ícone: “Que evoca fortemente certas qualidades ou características de algo ou são muito representativas delas”
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