Nasceu na cidade do Rio de Janeiro, em 1º de maio de 1856 e faleceu também no Rio de Janeiro, no dia 6 de junho de 1934, com 69 anos de idade.
Iniciou seus estudos no Colégio Briggs, ingressando em seguida na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Diplomou-se pela Academia Imperial de Medicina. Foi um médico neurologista, político e professor.
Tornou-se professor da referida Faculdade por concurso, ocupando a cadeira de Clínica Médica, substituindo o professor Francisco de Castro, destaque da cultura médica no início do século vinte.
O professor Miguel Couto era poliglota e profundo conhecedor da língua portuguesa, sendo um dos mais notáveis clínicos de sua época. Antes da revolução de 1930, o professor Miguel Couto proferia na Associação Brasileira de Educação, em 2 de julho de 1927, uma notável Conferência em que apresentava um projeto sobre educação, largamente distribuindo em todas as escolas normais e profissionais da então Capital Federal (Rio de Janeiro). Ela sugerida a criação do Ministério da Educação, com dois departamentos: o de ensino e o da higiene.
No dia 14 de novembro de 1930, o Chefe do Governo Provisório da República editou o decreto criando a Secretaria de Estado, com a denominação de Ministério da Educação e Saúde Pública. Foi eleito Deputado Constituinte pelo Rio de Janeiro, onde apresentou um projeto à Assembléia Constituinte em 1934, que destinava 10% da Receita Federal à instrução pública.
O professor Miguel Couto era considerado o mais ilustre dos médicos brasileiros de seu tempo.
Uma frase em um pronunciamento feito pelo professor Miguel Couto no plenário da Assembléia Constituinte obteve uma extraordinária repercussão, mas infelizmente não foi aceita e nem colocada em discussão “No Brasil só há um problema: a educação do Povo!”.
A ditadura de Vargas não aceitava o investimento em educação e saúde. Afinal, todos os governos totalitários agem e pensam assim. O professor Miguel Couto dedicou-se inteiramente à medicina. Mesmo como político, esteve sempre voltado para os problemas de saúde. Possuidor de vasta cultura humanista, conseguiu ainda tempo para dedicar-se às letras.
O professor Miguel Couto presidiu a Academia Nacional de Medicina durante 21 anos consecutivos. Foi membro da Academia Brasileira de Letras, eleito em 9 de dezembro de 1916 e empossado em 2 de junho de 1919. Os primeiros livros editados: Lições de Clínica Médica e Só há um problema: a Educação. Um outro livro publicado especialmente dedicado à febre amarela, que contou com a colaboração do professor Azevedo Sodré (Diagnóstico precoce da febre amarela pelo exame espectroscópio de urina). Miguel Couto teve seu nome concebido ao Hospital localizado no bairro na Gávea (Rio de Janeiro). |