Nasceu em Campinas-SP, em 21 de julho de 1890, e morreu em São Paulo, em 11 de julho de 1969, aos 79 anos de idade. Poeta, jornalista, ensaísta, critico, professor e tradutor.
Sua infância foi passada em Rio Claro-SP, onde estudou no colégio de sua tia Ana de Almeida Barbosa de Campos. Continuou seus estudos no Ginásio do Estado, em Campinas, Colégio São Bento, em São Paulo e, Diocesano, em Pouso Alegre-MG.
Formou-se em Ciências e Letras em 1907 no Colégio Nossa Senhora do Carmo, em São Paulo. Com 22 anos, era bacharel pela Faculdade de Direito de São Paulo. Formado em Direito, dedicou-se também ao jornalismo, além da literatura.
Seu primeiro livro saiu em 1917, “Nós”, quando começou a trabalhar no jornal O Estado de São Paulo (O Estadão) e também exerceu a advocacia durante pouco tempo.
Em 1922, foi um dos organizadores da Semana de Arte Moderna. É eleito em 6 de março de 1930 para ocupar a Cadeira n. 15, na sucessão de Amadeu Amaral na Academia Brasileira de Letras (ABL). Foi recebido em 21 de junho de 1930 pelo Acadêmico Olegário Maciel. Em 1928 entra para a Academia Paulista de Letras (APL) e ocupa a Cadeira que pertencera a seu pai. Em 1931, tornou-se co-proprietário dos jornais paulistas Folha da Noite, e Folha da Manhã. Participou da Revolução Constitucionalista de 1932, que lutava pela reconstituição do país e com a derrota da Revolução, foi preso e exilado na Europa pelo ditador Vargas.
De volta ao Brasil, após exilado no exterior, Guilherme todos os anos, no dia 9 de julho, apresentava-se junto ao mausoléu dos soldados da Revolução, procurando lembrar as gerações que se sucediam que muito foram os que morreram pela Constituição e pela Democracia, é que continuar a defendê-la era dever de todos. Toda a poesia de Guilherme de Almeida é de inspiração romântica, notadamente os livros Nós (1917),“A Dança das Horas (1920), Messidor (1919), Livro das Horas de Sóror Dolorosa (1920), e Era uma Vez (1922), A Flauta que eu Perdi (1924). Ainda em 1922 fundou a revista Klaxon, a principal revista dos modernistas. Em 1958 foi eleito o Príncipe dos Poetas Brasileiros.
Desenvolveu intensa atividade pública, tendo sido presidente da Comissão de Festejos do IV Centenário. Presidente da Associação Paulista de Imprensa. Dirigiu a Folha de São Paulo, foi membro do Instituto Histórico e Geográfico. Outras obras de Guilherme, cujo acervo está na casa dos 50 volumes Raça (1925), Simplicidade (1929), Você (1931), O Anjo de Sal, Rua, Cosmópolis, Sentimento Nacionalista na Política Brasileira, Gente de Cinema.
A adesão de Guilherme de Oliveira ao Modernismo manifesta-se, em sua poesia através da utilização de versos a que aderiu seu autor, são os livros Meu e Raça a qual Guilherme celebra a formação étnica do Brasil. Refere-se ao tratamento aos brancos e aos negros, duas das raças que constituem o povo brasileiro, cujo caráter mestiço é cantado pelo poeta em Raça.
Guilherme também distinguiu-se como heraldista, sendo autor de brasões-de-armas das seguintes cidades: São Paulo (Capital), Caconde, Jacanga e Embu-SP, Petrópolis e Volta Redonda-RJ, Londrina-PR, Brasília-DF e Guaxupé-MG. Capôs também um hino a Brasília, quando a cidade foi inaugurada. |