Nascido no Município de Goiana, Pernambuco, em 12 de dezembro de 1835. Político, jurista pernambucano, foi um dos principais articuladores da abolição da escravatura no Brasil.
Filho de senhores de engenho, convivendo de perto com os escravos, e que, no entanto, não vacilou em conceder-lhes a liberdade. João Alfredo sempre foi um político conservador que contava com respeito da monarquia. Mas convenceu-se de que o trabalho escravo era uma excrescência que deveria ser abolido e substituído pelo trabalho livre.
Formou-se em direito pela Faculdade de Recife (PE) em 1858. Dentro da carreira jurídica ocupou os cargos de delegado de polícia, promotor público, juiz municipal e de direito.
Ingressou na política como deputado provincial e logo chegou a deputado geral. Em 1869 passou a ser presidente da província do Pará. No ano seguinte chegou ao posto de ministro do Império em duas pastas, da Agricultura e de Obras Públicas. Trabalhou por reformas educacionais, defendendo a obrigatoriedade do curso primário e a criação de colégios profissionalizantes e bibliotecas.
João Alfredo foi um dos responsáveis pela elaboração da Lei do Ventre Livre, de 1871, que concedia alforria aos filhos de escravos. Tornou-se, em 1885, presidente da Província de São Paulo e em 1888 elegeu-se senador. Nomeado pela princesa Isabel presidente do Conselho de Ministros, participou de todo o processo político e legislativo de aprovação da Lei Áurea, que libertava os escravos.
Durante o período republicano presidiu o Banco do Brasil. Morreu no Rio de Janeiro, em 6 de março de 1919. aos 84 anos de idade.
Em 1987 foi criada pelo Tribunal Regional do Trabalho de Pernambuco a Medalha do Mérito Judiciário Conselheiro João Alfredo Correia de Oliveira, em comemoração da abolição da escravatura no Brasil. O nome da insígnia lembra a atuação de João Alfredo no processo de libertação dos escravos, da qual ele foi signatário, junto com a princesa Isabel, da Lei Áurea. |