Portinari nasceu em 29 de dezembro de 1903 em Brodósqui, São Paulo. De origem humilde recebeu apenas a instrução primária, ao mudar-se para o Rio de Janeiro na juventude, passou a freqüentar a Escola Nacional de Belas Artes, tendo como professores Rodolfo Amoedo, Batista da Costa, Lucílio de Albuquerque e Carlos Chambelland (1918).
Em 1928 participa com alguns trabalhos do Salão Nacional de Belas Artes e é premiado com a medalha de ouro e uma viagem a Europa. A inclinação muralista de Portinari revela-se com vigor nos painéis executados no Monumento Rodoviário situado entre o Rio e São Paulo em 1936, hoje Rodovia Presidente Dutra.
No velho continente, entra em contato com os modernistas europeus e influenciado por eles, altera sua pintura. Viajou pela Itália, Inglaterra, Espanha e se fixou em Paris, França onde permaneceu até 1930. Foi em Paris que Portinari conheceu Maria Martinelli com quem mais tarde se casou.
De volta ao Brasil, dois anos depois, abandona a linha clássica deforma as figuras humanas em suas obras.. Para expressar o sofrimento dos personagens do mundo rural que retrata em seus quadros passa a pinta-los com mãos ossudas e os pés abrutalhados, numa alusão ao contato que eles têm com a terra. É dessa época a tela “Café”, e com a qual recebe a “Menção Honrosa” do Prêmio de Pittsburg (USA), em 1935).No final da década de 1930, consolida-se a projeção de Portinari nos Estados Unidos. Em 1939, executa três grandes painéis para o pavilhão do Brasil na Feira Mundia de New York.
Neste mesmo ano o Museu de Arte Moderna de New York adquire sua tela “O Morro”. Expõe individualmente no Museu Riverside e no Instituto de Artes de Detroit e no Museu de Arte Moderna de New York com grande sucesso de público, de crítica e grandes vendas. Em 1941, Portinari executa quatro grandes murais na Fundação Hispânica da Biblioteca do Congresso em Washington (USA).
Produz, em seguida a série de pintura “Os Retirante”, um de seus principais trabalhos. Em 1946 expõe em Paris (França) e recebe condecorações da Legião de Honra do governo francês. Os painéis “Guerra e Paz” que decorram a sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em New York, desde 1957, e os painéis e azulejos da Igreja da Pampulha, em Belo Horizonte, construída em 1940, também são de sua autoria.
Portinari era um grande pintor paulista e um dos principais artistas brasileiros internacionalmente conhecidos por vários prêmios e condecorações. Portinari sofre intoxicação por chumbo que já atacara em 1954. Adoecido, não mais se recuperou e veio a falecer em 6 de fevereiro de 1962 no Rio de Janeiro aos 59 anos de idade.
Portinari foi o pintor brasileiro que produziu cinco mil obras, de pequeno esboço a gigantescos murais e o que alcançou mais projeção internacional.
HOMENAGENS
1940 – Chicago (USA) Universidade de Chicago publica o primeiro livro sobre Portinari (His Life and Art), com introdução do artista Rockwell Kent
1946 – Paris, França – Legião de Honra, concedida pelo governo francês
1950 – Varsóvia – Polônia – Medalha de Ouro, pelo painel Tiradentes (1949) concedido pelo júri de Prêmio Internacional da Paz.
1955 – New York (USA) – Medalha de Ouro, como melhor pintor do ano, concedida pela Internacional Fine Arts Council.
1956 – New York – USA – Prêmio Guggenheim de Pintura, por ocasião da inauguração dos seus painéis na seda da O.N.U.
Máxima de Candido Portinari:
“Quando comecei a pintar, senti que devia fazer a minha gente (...) Depois desviaram-me e comecei a tatear e a pintar tudo de cor”.
(Sem revisão) |