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José Antônio da Silva Duque - historiasefatos@avozdacidade.com

QUEM FOI AMILCAR AUGUSTO
PEREIRA DE CASTRO?

Nascido em 8 de junho de 1920 em Paraisópolis, MG, estudou desenho e pintura no decorrer de oito anos de 1942 a 1950 em Belo Horizonte, MG, formou-se em Direito na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), desenho e pintura com Roberto Guignard na Escola de Belas Artes de Belo Horizonte e Escultura Figurativa com Franz Weissmann na Escola de Arquitetura e Belas Artes também em Belo Horizonte.

Recebeu uma bolsa de estudos da John Simon Guggenheim Memorial Fundation em New Jersey, USA concedido no 17° Salão Nacional de Arte Moderna.

Começou a expor seus trabalhos em 1969, primeiro no Museu de Arte Moderna no Rio de Janeiro, e em seguida, no Belvedere da Sé, em Salvador, Bahia.

Em 1960, ganhou o primeiro prêmio na categoria escultura no 15° Salão do Museu de Belas Artes de Belo Horizonte, MG. Participou no mesmo ano da Exposição Internacional de Arte Concreta, em Zurique, na Suíça.

A partir de então, adotou o neoconcretismo¹ e passou a criar esculturas de ferro e aço recortados em formato geométrico que o tornaram conhecido, participou com várias delas da amostra Artistas Brasileiros Contemporâneos, no Museu de Arte Moderna de Buenos Aires, Argentina, em 1967.

Trabalhou também como diagramador de jornais, sendo responsável pela reforma gráfica do Jornal do Brasil em 1950, que revolucionou a diagramação e design de jornais como um todo, no Brasil. Durante o ano de 1960 fez a diagramação dos jornais Correio da Manhã, Última Hora, Estado de Minas, Jornal da Tarde e a Província do Pará, considerando um marco na imprensa brasileira. Em 1953 trabalhou como paginador na revista Manchete, no Rio de Janeiro, escultor, desenhista e diagramador, cenógrafo e professor, Amílcar de Castro é um dos maiores expoentes do neoconcretismo. Em 1967 mudou-se para New Jersey, USA e ao retornar ao Brasil, foi residir em Belo Horizonte, MG vindo a falecer em 21 de novembro de 2002, aos 82 anos de idade.

Em 1987, representou o Brasil em Madrid, Espanha no Projeto Esculturas Latino Americanas. Suas exposições individuais e coletivas foram realizadas em diversas cidades do mundo. No Brasil nas 21 principais capitais, nos Estados Unidos, New Jersey, El Paso, San Diego, Miami e Washington, no Japão, Tóquio, Atami e Sapporo, na Argentina, Buenos Aires, No Uruguai, Montevidéu, em Porto Rico, San Juan e na Europa, Zurique (Suíça), Madrid (Espanha), Paris (França), Copenhagen (Dinamarca), Colchester (Inglaterra), Leiria e Lisboa (Portugal).

Homenagens
O Quinto Bienal do Mercosul em Porto Alegra, RS. Que abrangeu sua produção artística de 40 anos (2005)

Prêmios
1947 – Medalha de Bronze, V Salão de Arte Moderna do M.E.C – Rio de Janeiro

1951 – Medalha de Bronze em Escultura II Salão Baiano de Belas Artes, Salvador

1955 – 1. Prêmio de Escultura, Salão Nacional Arte Moderna da Bahia.

1960 – Medalha de Prata em Escultura, IX Salão Nacional Arte Moderna – Rio.

1960 – 1° Prêmio de Escultura, XV Salão Municipal de Arte de Belo Horizonte.

1962 – 1° Prêmio no Salão Municipal de Minas Gerais – MAP – BH.

1967 – Prêmio de Viagem ao Exterior, XV Salão Nacional de Arte Moderna – MEC

1967 – Bolsa de Guggenheim Museu

1974 – Grande Prêmio de Escultura, VI Salão Nacional de Arte de Belo Horizonte.

1977 – Grande Prêmio de Desenho, VI Panorama de Arte Atual Brasileira.

1978 – Grande Prêmio Prefeitura de Belo Horizonte XIII Salão Nacional de Arte.

¹ - Neoconcretismo é o movimento das artes plásticas iniciado no Rio de Janeiro em 1957, como dissidência do concretismo paulista.


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Jose Antônio da Silva Duque - Sindicalista e Cronista

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