Em 1830, Benjamim Henri Constant de Rebecque morre em Paris, França. Três anos depois, nascia um brasileiro, que na pia batismal, recebia o nome ilustre de Benjamim Constant e se tornaria personagem marcante da história tal qual o seu homônimo francês.
Nascido em 18 de outubro de 1833, no Porto do Meyer, freguesia de São Lourenço, Niterói, Rio de Janeiro, Benjamim, “O Brasileiro”, ingressa, em 1852, no Exército. Estuda Engenharia na Escola Central e Astronomia no Observatório do Rio de Janeiro, na mesma época em que ensina Matemática no Imperial Colégio Pedro II. Em 1857, funda o Clube Militar, importante centro de propaganda republicana do qual se torna presidente.
Em agosto de 1866, junta-se ao primeiro corpo de Exército em operações na Guerra do Paraguai. Foi encarregado de traçar o roteiro seguido pelo grosso do Exército comandado pelo então Marquês de Caxias, examinando as estradas que o Exército deveria percorrer. A publicação do manifesto dos alunos da Escola Militar conclamando Benjamim Constant a liderá-los na insurreição republicana “Mestre: sede o nosso guia em busca da terra da promissão o solo da liberdade” foi destaque nas Forças Armadas.
Em 9 de novembro de 1889, preside a sessão na qual os membros do Clube Militar decidem pela queda da Monarquia. Em 15 de novembro de 1889, colocou-se diante das tropas que participaram da derrubada do Império. Após a Proclamação da República, assume a parta da Guerra no governo provisório e, em 1890, é aclamado General-de-Brigada em comício público. Nesse mesmo ano, passa a chefiar o Ministério da Instrução Pública, Correios e Telégrafos. Elabora uma reforma no ensino baseada nos princípios do Positivismo, corrente filosófica que considerava a educação uma prática anuladora das tensões sociais.
Morreu em Jurujuba, Niterói, Rio de Janeiro, em 22 de janeiro de 1891, com 58 anos de idade. Benjamim Constant era professor, astrônomo, doutor em Matemática e Ciência Física, militar, abolicionista e um dos fundadores da República, além de autor da divisa “Ordem e Progresso” da bandeira brasileira.
Em seu féretro, sobre o caixão colocado sobre a mesa, foram colocadas as bandeiras que suas filhas haviam bordado para as escolas militares; as primeiras bandeiras da República, onde já se liam as palavras “Ordem e Progresso”.
Morreu em extrema pobreza. Exemplo de grande idealista não conseguiu adaptar-se à política. Manteve-se firme nas suas opiniões e jamais deixou de defender seus ideais.
Suas principais obras foram: “Memórias sobre a Teoria das Quantidades Negativas” e “Relatório sobre a Organização do Ensino dos Cegos”. |