Nascido em 14 de junho de 1921 em São Pedro, do Sul pequeno Município da Região Central do Rio Grande do Sul. Estudou no Colégio Marista em Santa Maria e depois na Associação do Culto da Virgem Maria, onde estudou teologia. Mudou-se para Porto Alegre, Rio Grande do Sul onde cursou economia na Pontifica Universidade Católica. Depois para o Rio de Janeiro e formando-se em Direito.
Fernando Ferrari destacava-se no cenário político nas décadas de 40 e 60 pelo Partido Trabalhista Brasileiro com o qual, se desentendeu depois, manifestando sua independência através da campanha das mãos limpas e do Movimento Trabalhista Renovador (MTR).
A infância, adolescência, juventude e iniciação política de Fernando Ferrari, sua atuação e desempenho estudantil de forma clara e breve, atendo-se mais a atuação política, relação política e pessoas, pontos de vistas, ideais político e partidários as quais defendia e que foi destaque para a sua carreira, como Deputado Estadual e, sobretudo Federal onde mais se destacou, defendendo a Reforma Agrária, as crianças e as classes mais injustiçadas e oprimidas da sociedade de então.
Fernando Ferrari tinha um jeito próprio para fazer política, o de não desistir de seus ideais, apostando neles em si, seguindo em frente e colocando seu nome sempre a disposição do povo para por em prática o que defendia através da “Campanha das Mãos Limpas” em 1959 onde lançou as bases da mensagem Trabalhista Renovadora.
O centralismo instalado no P.T.B por João Goulart, presidente do Partido, desde 1952, motivaram Fernando a batalhar contra, a demagogia e a politicagem, tornando-se uma figura impar e inesquecível da história política Rio-Grandense do Século XX.
O M.T.R surgiu no país em fins da década de 1950 como resultado de uma luta interna no P.T.B entre João Goulart e Fernando Ferrari que se desentenderam em torno da disputa de Vice-Presidente da República. A despeito de uma decisão anterior do Diretório Nacional de que ele (João Goulart) não poderia pretender novamente o cargo. E o candidato alternativo era Fernando Ferrari, líder do partido na Câmara Federal e ideólogo, junto com Pasqualini, Lucio Bittencourt, etc. João Goulart exigiu a renuncia de Ferrari da liderança do partido na Câmara Federal para esvaziar sua candidatura a Vice. Ferrari reagiu, mas foi destituído por apenas dois votos de deputado do Espírito Santos que traiu os compromissos a ultima hora.
Fernando Ferrari, infelizmente não pode concluir sua majestosa obra político-ideológica, quando na iminência de ter participação da eleição de Jânio Quadros (1960/61). Ferrari morre tragicamente em acidente de aviação no Morro do Chimarrão situado em Três Cachoeiras no Município de Torres no Rio Grande do Sul no dia 23 de maio de 1963. Até hoje é contestado se o acidente foi proposital.
Tido como líder trabalhista renovador lutou pela elevação do nível de vida dos trabalhadores e pela garantia da paz da família através de reforma democrática. Defensor da igualdade de oportunidades para todos, como imposição de sua formação cristã e fortalecimento da ordem social. Sempre fiel a doutrina elaborada pelo grande estadista Alberto Pasqualini (vide A VOZ DA CIDADE de 4-11-2007 Coluna XCVIII).
Ferrari combatia ferozmente os grandes latifundiários que dominavam grande gleba de terras que ao mesmo tempo queriam perpetuar-se na direção dos partidos, excluindo de suas direções os trabalhadores.
Entre as principais bandeiras que empenhou com sua liderança estão a criação do Estatuto dos Trabalhadores Rurais, a defesa da Petrobras, a Lei da Cédula Oficial de votação a campanha das “Mãos Limpas”, difusão do estatuto do cooperativismo, o combate a impunidade e a criação do Movimento Trabalhista Renovador. Alguns resultados de eleições com a participação de Fernando Ferrari. 1950- Fernando Ferrari PTB 147996 como deputado federal. Em 1960 para vice-presidente na qual foi derrotado por João Goulart 2.137.382. |