Nasceu em Recife (PE) em 19 de agosto de 1849. Estudou humanidades no Colégio Pedro II, bacharelando-se em letras. Em 1865, seguiu para São Paulo, onde fez os três primeiros anos de Direito. Formou-se em Direito em Recife (PE). Em 1876 entra para a carreira diplomática como Adido de Primeira Classe em Londres (Inglaterra) mais tarde, sendo nomeado Adido para a Legação Brasileira em Washington (USA), depois de atuar como advogado, jornalista, crítico literário, orador, poeta e memorialista. Em 1879 volta ao Brasil e é eleito Deputado geral por Pernambuco.
Principal líder parlamentar abolicionista. Iniciou-se a grande luta de sua vida, a abolição da escravidão no Brasil. Provoca discussão na sociedade e pediu audiência ao Vaticano e conseguindo o apoio entusiasta do papa Leão XIII a causa anti-escravagista. Viajou pela Europa de 1881 a 1884, quando foi novamente eleito Deputado. Lutou contra a escravidão até a Abolição em 1888.
Nabuco era um monarquista e conciliava esta posição política com sua postura abolicionista. Atribuía a escravidão a responsabilidade por grande parte dos problemas enfrentados pela sociedade brasileira, defendendo assim, que o trabalho servil fosse suprimido antes de qualquer mudanças no âmbito político.
Nabuco também defendida que a abolição da escravatura, no entanto, não deveria ser feita de maneira rupturica, ou violenta, mas assentada numa consciência nacional dos benefícios que tal resultaria à sociedade brasileira.
Fundou a Sociedade Anti-escravidão Brasileira, sendo responsável em grande parte pela abolição em 1888.
Monarquista deixou a política após a proclamação da República. Em 1891 ajudou a fundar o “Jornal do Brasil” do qual foi redator-chefe. Fez as pazes com a República e foi convidado pelo governo republicano, é encarregado de diversas missões diplomáticas e chefiado a Embaixada Brasileira em Londres (Inglaterra) e em Washington (USA).
Passou a dedicar mais tempo a literatura e fundou com o amigo Machado de Assis, a Academia Brasileira de Letras em 1897, tomando assento na cadeira que tem por Patrono Maciel Monteiro (cadeira 27). Designado secretário-geral da Academia na sessão de 28 de janeiro de 1897, exercendo o cargo até 1899 e de 1908 a 1910.
Como escritor, destaca-se pelas obras históricas entre elas, “O Abolicionismo 1883” “Balmaceda 1895”, “Um Estadista do Império 1897”. Escreveu a autobiografia “Minha Formação 1900”, um clássico da literatura brasileira. A biografia do pai, o Ministro e Conselheiro de Estado José Tomás Nabuco de Araújo e obra essencial da bibliografia brasileira.
Morreu em Washington (USA) em 17 de janeiro de 1910 aos 61 anos de idade. Em 28 de setembro de 1915, Recife (Pernambuco), inaugurou, em uma de suas praças públicas, suas estátua, uma homenagem postura ao grande estadista Joaquim Nabuco. |