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O massacre na Finlândia

Após o choque inicial por mais um caso de desgraça causada por um maluco qualquer, alguns pontos ficam como reflexão desta chacina realizada na Finlândia. Em primeiro lugar, trata-se de um país pequeno e rico, com pouco mais de cinco milhões de habitantes e renda per capita acima de US$ 30 mil. Além disso, demonstra pouca desigualdade, com um índice Gini abaixo de 30, e desponta como o 11º no ranking de IDH. Não obstante, um maluco admirador dos ditadores Hitler e Stalin saiu atirando nos colegas, matando oito pessoas na escola. Uma das primeiras questões que surgem é: como a mídia em geral iria encarar o fato ocorrido fosse ele numa escola dos Estados Unidos?

Como todos sabem, boa parte da mídia tenta passar a (falsa) idéia de que massacres desse tipo ocorrem com grande freqüência nos Estados Unidos, como se fosse algo extremamente comum, parte do cotidiano americano. E claro que não afirmam se tratar de casos isolados de desequilibrados com sérios problemas mentais. Os antiamericanos de plantão tentam culpar a "cultura da violência" supostamente existente lá, ou então a facilidade em se obter armas. Mas não há nem mesmo correlação entre posse de arma per capita e índice de violência. Como podem alegar causalidade entre uma coisa e a outra então? A própria Finlândia, que costuma ser um país tranqüilo, conta com elevado índice de posse de armas. Além disso, será que essa gente faz cálculos de quantos atos bárbaros desses ocorrem em relação ao tamanho da população? Não vamos esquecer que já vivem mais de 300 milhões de pessoas nos Estados Unidos. Michael Moore é um que parece não estar interessado nos fatos, mas sim em manipulá-los, adicionando mentiras grosseiras, para pintar um quadro terrível do país onde vive. Como será que o mundo iria ver a Finlândia se lá existisse alguém pérfido e oportunista como Moore, que recentemente chegou até a defender a"saúde" cubana?

Uma segunda coisa que chama a atenção é o fato de o assassino ser um admirador de Hitler e Stalin. Para as pessoas normais, não há nada demais aqui: Hitler e Stalin eram muito parecidos em vários aspectos, farinha do mesmo saco podre. Mas é preciso explicar isso para aqueles que se pegam dogmaticamente nos rótulos, e por ser Hitler de "extrema direita" e Stalin, de "extrema esquerda", consideram o nazismo e o comunismo extremos opostos. Ora, Thatcher era de "direita", e por acaso isso a coloca mais perto de Hitler do que este de Stalin? Claro que não. No fundo, os socialistas fazem de tudo para dissociar o nacional-socialismo dos demais tipos de socialismo, e a cara-de-pau é tanta que chegam a colocar o nazismo no mesmo saco do liberalismo!

Alguém poderia imaginar um louco desses se dizendo seguidor de Mises e Hitler, ou Hayek e Hitler? Seria piada. Não vamos esquecer que o assassino era louco, mas não necessariamente burro.

Em resumo, é sempre triste ver o que alguns "seres humanos" são capazes de fazer. Essas tragédias chocam o mundo, justamente porque são incomuns, atos bárbaros de verdadeiros monstros. Não importa se elas ocorrem nos Estados Unidos, na Alemanha, na Rússia ou mesmo na Finlândia, são chocantes, pois são obras de delinqüentes sem nenhum resquício de empatia pelos outros homens. São verdadeiros psicopatas, e é muita safadeza dos antiamericanos, sempre que algo assim se passa no quintal americano, tentar colocar a culpa no modus vivendi deles.

Tamanho grau de antiamericanismo é totalmente patológico. E o único objetivo desses doentes é culpar os Estados Unidos por todos os males do mundo. Talvez tentem fazer isso até mesmo no massacre da Finlândia.

Podem sempre alegar que a culpa, no fundo, reside nos filmes violentos americanos, ignorando os desenhos superviolentos japoneses, por exemplo. Quando o único fim é massacrar os americanos e seu estilo de vida, esses antiamericanos parecem agir como o psicopata do massacre finlandês: movidos por pura patologia!

Rodrigo Constantino é economista e um dos membros fundadores do
Instituto Millenium


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