Uma escritora polivalente
Neusa Maria de Almeida Cançado, literariamente Neusa Cançado, um presente de Minas Gerais (Bom Despacho, onde viveu parte de sua vida) ou de São Paulo (Cruzeiro, onde nasceu), a Barra Mansa, além da literatura teve atuação de destaque no serviço público, no magistério e na orientação religiosa (catolicismo). Na literatura, com respingos no jornalismo, ela continua em plena ação. Membro do Grêmio Barramansense de Letras, das nossas academias de Letras e História, dedica-se de modo especial à literatura infantil. Entre seus livros publicados estão As rosas, A estrelinha, Você e Verão 58, mas tem outros a publicar, como Viajando com vovó Zazá e Vovó entrou no computador. Enfim, o espaço aqui seria pequeno para divulgar com detalhes suas atividades.
Assim, divulgamos apenas uma de suas crônicas:
Tudo e nada
Interessante foi minha descoberta “do mundo da idéias”...
Quando, no Curso Normal, o professor de Psicologia nos disse que “vivemos no mundo das idéias”, fiquei fascinada. Entendi a meu modo o que significa para mim: o meu mundo das idéias começou no infinito... Dois seres se enamoraram e quando pensaram em formar uma família lá estava o germe da minha vida...
Fui gerada, nasci.
Comecei a participar de outro mundo, o que consideramos o mundo real.
Vivi e passei por fases, fatos, realidades, família, muito amor, espiritualidade, trabalho, estudo, profissão, ganhos e perdas, aposentadoria!
Hoje li alguma coisa que parece que veio como resposta as minhas incertezas, dúvidas e medo.
Desde que aprendi a ler, com papai, antes de ir para a escola, passei a gostar de ouvir histórias, contar os filmes a que assistia, esforçava-me para ler tudo que caía em minhas mãos. Com sete anos fui para a escola, era o ano de 1948. Minha madrinha me presenteava com livros: A cigarra e a formiga, O bosque azul, A borboleta Atíria, Jacarezinho Vadico, A guerra dos animais, Robinson Crusoé e outros...
Eu lia, relia e trelia...
Chegou a hora de colecionar O Tico-Tico. Quanta informação, diversão e descobertas. Quando minha irmãzinha nasceu eu tinha dez anos, comecei a escrever, o tempo passou e tudo se perdeu.
Em 1972 recomecei a escrever e a viver intensamente em todos os aspectos da vida, até experimentei o “palco”, em peças que escrevi e atuei juntamente com colegas e alunos. Foi gratificante a reflexão: “o palco é uma ilusão, mas o pensamento é uma realidade”. Pude ver meu pensamento vivo, real!
Dessa época para cá, os fatos concorreram para que continuasse a escrever. Tenho consciência que na arte literária não sou nada, mas o pouco que consigo transmitir, com simplicidade, quem sabe, pode ajudar alguém. Isso é tudo!
Concurso de poesia
O escritor Jean Carllo divulgando o II Concurso Nacional Poeart de Literatura 2008 - categoria poesia. As inscrições vão até 20 de dezembro e os interessados deverão fazer um depósito de R$ 20 no Banco Real e enviar o comprovante para Jean Carllo informeacao@gmail.com com o trabalho.
Nova ortografia
No novo acordo ortográfico, que deverá ser posto em prática no próximo ano, o trema, sinal usado em cima do u para indicar que essa letra, nos grupos que, qui, gue e gui, é pronunciada, será abolido. É bom lembrar, no entanto, que a pronúncia continuará a mesma. Exemplos: linguiça, sagui, pinguim, aguentar, tranquilo e muitas outras palavras. Será a hora de um incauto perguntar: por que linguiça e preguiça têm sons diferentes? Aliás, esse têm aí também desaparecerá.
or falta de espaço deixamos para a próxima edição algumas dicas sobre o assunto.
Max Teixeira é da equipe do A VOZ DA CIDADE e membro do Grêmio Barramansense de Letras, da Academia Barramansense de Letras e da Academia Barramansense de História
E-mail: maxteixeira05@gmail.com |