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Max Teixeira - literatura@avozdacidade.com

UM FENÔMENO DA LITERATURA

Cora Coralina foi o pseudônimo de Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, nascida em Vila Boa de Goiás, em 20 de agosto de 1889, e falecida em Goiânia, em 10 de abril de 1985.
Mulher simples, doceira de profissão, tendo vivido longe dos grandes centros urbanos, alheia a modismos literários, produziu uma obra poética rica em motivos do cotidiano do interior brasileiro, em particular de Goiás.
Começou a escrever aos 14 anos e cursou somente as primeiras quatro séries.
Livros de sua autoria: O Poema dos Becos de Goiás e Estórias Mais; Meu Livro de Cordel.
Vejamos o seu
  
O cântico da terra
Eu sou a terra, eu sou a vida.
Do meu barro primeiro veio o homem.
De mim veio a mulher e veio o amor.
Veio a árvore, veio a fonte.
Vem o fruto e vem a flor.
Eu sou a fonte original de toda vida.
Sou o chão que se prende a tua casa.
Sou a telha da coberta de teu lar.
A mina constante de teu poço.
Sou a espiga generosa de teu gado
e certeza tranquila ao teu esforço.
Sou a razão de tua vida.
De mim vieste pela mão do Criador,
e a mim tu voltarás no fim da lida.
Só em mim acharás descanso e Paz.
Eu sou a grande Mãe Universal.
Tua filha, tua noiva e desposada.
A mulher e o ventre que fecundas.
Sou a gleba, a gestação, eu sou o amor.
A ti, ó lavrador, tudo quanto é meu.
Teu arado, tua foice, teu machado.
O berço pequenino de teu filho.
O algodão de tua veste
e o pão de tua casa.
E um dia bem distante
a mim tu voltarás.
E no canteiro materno de meu seio
tranquilo dormirás.
Plantemos a roça.
Lavremos a gleba.
Cuidemos do ninho,
do gado e da tulha.
Fartura teremos
e donos de sítio
felizes seremos.


 
                                                   

Yes, nos também temos poetas
Pois é, J. M. do Lago Leal, nosso querido presidente do Grebal, transpõe fronteiras com suas belíssimas poesias. A que divulgamos a seguir foi distribuída para cerca de quatro mil Lojas Maçônicas de todo o país. Não é preciso dizer mais nada.
Sobre ela diz Leal: “Este soneto é dedicado a todos aqueles que, como meus amigos maçons, têm como norma principal a crença no Supremo Arquiteto do Universo”.

Luz Maior
Luz Maior, Luz Suprema – Deus – Divino Ser,
Que habita em nossas mentes e nos extasia,
Que nunca ninguém viu, jamais pôde entrever
E muitos dizem ser apenas fantasia...

Em mim todas as forças que fazem viver,
Me dizem que do caos, onde nada existia,
Sem uma diretriz nada iria nascer
Este Universo imenso não existiria.

Muitos negam a Luz que do Teu nome emana,
Tua existência, dizem, é uma ilusão
E negam a Criação que a todos nós irmana

Têm as mentes febris, gelo no coração,
Cultuam da matéria a crença mais profana,
Vivem à luz do Sol em plena escuridão

                                          Grebal em festa
O Grêmio Barramansense de Letras se reúne amanhã em solenidade para, entre outras coisas, dar posse à nova diretoria, fazer a prestação de contas e prestar homenagens.


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