Comumente ouvimos aqui e ali pessoas dizendo que fulano está com verme ou sicrano está com lombriga e para isso é só tomar um remedinho ou um chazinho que passa, ou mesmo “o que não mata engorda”. Entretanto, as parasitoses são um problema de âmbito mundial, e segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) são as principais causas de morte no mundo.
Para entendermos isso, primeiro temos de saber que o parasitismo é uma relação entre dois organismos: o hospedeiro e o parasita, e representa imensurável importância à sociedade, pois essa relação quase nunca é harmoniosa.
Estima-se que a cada dez pessoas, uma sofre de alguma infecção causada por uma ou mais parasitoses e que aproximadamente dois a três milhões de pessoas morrem por ano.
Doenças como a esquistossomose, malária e dengue são hoje as grandes preocupações da Saúde Pública e acometem a população causando grandes epidemias. Contudo, não existe uma preocupação da população e dos governantes em relação a esse problema, visto que estas doenças estão fortemente relacionadas a fatores culturais e sócio-econômicos, onde só se administra uma medicina curativa ao invés da preventiva, que seria muito mais eficaz.
Um exemplo disso é a esquistossomose, que segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), está presente em mais de 74 países (praticamente todos subdesenvolvidos), e mais de 200 milhões de pessoas são infectadas a cada ano. Esse número gigantesco se deve normalmente à falta de conscientização da população quanto a certas medidas simples, como não promover criadouros para o caramujo ou mesmo não tomar banhos em rios ou lagos que possam apresentar riscos.
Outra doença preocupante é a malária, que é considerada problema de Saúde Pública em mais de 90 países. Está associada à invasão e destruição das florestas que são os ambientes naturais para o mosquito transmissor.
Além destas doenças, muitas outras vêm causando uma grande preocupação e não precisamos ir muito longe; basta lembrar do último verão, onde houve um número gigantesco de casos de dengue em todo o território nacional.
Sabemos que fatores sócio-econômicos, culturais e ambientais são os grandes responsáveis pelo alastro destas parasitoses, mas temos de nos conscientizar que são os nossos maus hábitos que favorecem a existência dessas parasitoses e somos nós os maiores prejudicados; assim, é nossa obrigação tomar ciência e atitude para que este problema se torne um desastre mundial.
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