A manutenção do planeta através de processos naturais que mantêm a vida na Terra é conseqüência de uma série de eventos que ocorrem o tempo todo em forma de ciclos, que quando acontecem de maneira contínua e sem interferência resultam na mais perfeita harmonia biológica.
Os ciclos biogeoquímicos são a mais maravilhosa forma de controle da vida na terra, onde tudo é aproveitado. Desses ciclos destacam-se o da água, oxigênio, gás carbônico e nitrogênio, ambos intimamente ligados, desempenham o bom funcionamento do planeta.
Nos últimos anos, a grande preocupação dos cientistas do mundo todo são os efeitos causados pela poluição global, tais como o efeito estufa, o aquecimento global, a diminuição da camada de ozônio, entre outros acontecimentos que estão causando o pânico da população. Esses efeitos são conseqüências de alterações nos ciclos, que estão acontecendo em decorrência da falta de conscientização da população.
Para entendermos melhor como isso ocorre é preciso analisar cada ciclo. Embora estejam intimamente ligados, cada um atinge um ponto em especial. O oxigênio, por exemplo, é o segundo elemento mais abundante da Terra, representando cerca de 21% dos componentes do ar. No ecossistema ele é captado de três maneiras: como gás oxigênio, utilizado por plantas e animais através da respiração; como gás carbônico através da fotossíntese, e pela água, nos diversos processos que ocorrem no ambiente.
Nesses processos, os átomos de oxigênio combinam-se com os de hidrogênio, onde formaram as moléculas de água (H2O), que durante a respiração serão eliminadas na forma de transpiração e excreção. Esses excretas farão parte de processos metabólicos, onde novamente o oxigênio estará presente, incorporado a matéria orgânica ou em decomposição, podendo, assim, retornar a atmosfera em forma de gás carbônico (CO2).
As moléculas de água também estarão presentes durante a fotossíntese e nesse processo o oxigênio será liberado em sua forma livre (O2). Esse oxigênio livre é aproveitado pelos seres viventes da terra e é vital para a sobrevivência do planeta. Na atmosfera, esse oxigênio livre sofrerá a ação constante dos raios ultravioletas, dando origem ao ozônio (O3) que irá compor a camada de ozônio. Essa camada de ozônio, situada numa faixa de 25 a 30 quilômetros da estratosfera, é a grande protetora da vida no planeta e graças a ela os raios ultravioletas do sol não atingem a Terra com tanta intensidade.
Nos últimos anos, uma série de descobertas mostrou que essa proteção natural do planeta corre um grande perigo devido à emissão de uma gama de poluentes que estão sendo liberados na atmosfera. Atualmente os pesquisadores apontam os clorofluorcarbonos como os grandes responsáveis pelo chamado buraco na camada de ozônio. Esses poluentes, mais conhecidos como CFCs, surgiram em 1931 para serem usados em refrigeradores. Os CFCs são compostos por cloro, flúor e carbono que quando chegam à estratosfera são decompostos pelos raios ultravioleta, destruindo o oxigênio. Para se ter uma idéia, cada átomo de cloro de CFC pode destruir 100 mil moléculas de oxigênio e o maior problema é que os CFCs são muito estáveis e segundo pesquisas, depois de 139 anos, metade da quantidade liberada no ar ainda permanece na atmosfera.
As conseqüências econômicas e ecológicas da diminuição da camada de ozônio ainda são incertas sobre a magnitude dos danos ao planeta. Hoje, o que sabemos é que além de causar o aumento da incidência de câncer de pele deverá ocorrer o desaparecimento de milhares de espécies animais e vegetais e a sobrevivência do planeta será uma incógnita. |